O desabamento da Ponte Frei Paolino já começa a provocar um efeito que vai além dos transtornos no trânsito. Em Sena Madureira, comerciantes relatam uma redução significativa no movimento de clientes e temem que os prejuízos aumentem caso uma solução definitiva demore a ser implantada.
A reportagem do YacoNews percorreu estabelecimentos comerciais da cidade e ouviu empresários e funcionários que confirmam uma mudança no comportamento dos consumidores desde a interrupção da principal ligação entre o Centro e o Segundo Distrito.
Supermercados registram queda nas vendas
Em um dos maiores supermercados da cidade, um funcionário afirmou que a movimentação diminuiu consideravelmente nos últimos dias.
Segundo ele, muitos clientes do Segundo Distrito deixaram de fazer compras no local devido às dificuldades de acesso.
“Antes era gente direto comprando e pedindo entrega para o Segundo Distrito. Agora isso acabou, porque a entrega tem que dar a volta pela BR, e as pessoas nem compram mais aqui”, relatou à reportagem.

Movimento caiu na feira e em pequenos comércios
Os reflexos também chegaram aos pequenos empreendedores.
Em uma banca localizada nas proximidades da feira municipal, um comerciante contou que o fluxo de clientes caiu desde o desabamento da ponte.
“Antes os carros entravam pela cidade aqui pela feira e a turma tomava café bem cedo aqui na minha banca. Agora que a ponte caiu, minhas vendas caíram bastante”, disse.

Segundo ele, o movimento era impulsionado principalmente por moradores e trabalhadores que utilizavam diariamente a ponte.
Comerciantes de Sena Madureira relatam queda no movimento após o desabamento da Ponte Frei Paolino | Foto: YacoNews
Bares, pizzarias e delivery também sentem os efeitos
O impacto econômico também já é percebido por bares, lanchonetes, pizzarias e empreendedores que trabalham com entregas.
A redução da circulação de pessoas no período da noite diminuiu o número de clientes, especialmente aqueles que vinham do Segundo Distrito.

Além disso, o aumento da distância para realizar entregas elevou os custos operacionais dos estabelecimentos.
Um proprietário de churrasquinho resumiu a situação.
“Agora a taxa de entrega fica mais cara porque tem que dar a volta pela BR. Com a ponte era bem rapidinho.”
Economia local entra em alerta
Embora ainda não existam levantamentos oficiais sobre os prejuízos financeiros, comerciantes afirmam que a queda no movimento já é perceptível e pode se agravar caso a situação permaneça por muito tempo.
Além dos impactos para quem mora no Segundo Distrito, empresários alertam que toda a cadeia econômica da cidade acaba sendo afetada pela redução da circulação de consumidores.
Enquanto aguardam uma solução definitiva para restabelecer a ligação entre as duas regiões do município, comerciantes convivem com um cenário de incerteza e esperam que medidas emergenciais reduzam os prejuízos.



