O comércio varejista do Acre disparou no primeiro quadrimestre do ano e consolidou-se como o motor de maior arrancada econômica do país. De acordo com os dados oficiais do Índice do Varejo Stone, divulgados nesta quarta-feira (10), o volume de vendas em território acreano registrou um crescimento expressivo de 11,5% no mês de abril de 2026, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O resultado surpreendente colocou o estado de forma isolada na liderança do ranking nacional de consumo, evidenciando uma forte reação da atividade econômica local.
A performance do varejo acreano ganhou destaque ao desbancar grandes centros econômicos e outras unidades da federação que também vinham apresentando forte ritmo de atividade mercadológica. O Acre superou com folga os índices obtidos pelo Rio de Janeiro, que cravou a segunda posição com 9,6% de alta, além de Roraima (8,2%) e Amazonas (7,5%), estados que completaram o quadrante de melhores resultados no período. Esse avanço contínuo ajuda a explicar a liderança regional da Região Norte, que obteve a maior média de crescimento do país (7,3%), deixando o Sudeste na vice-liderança (6,6%) e o Sul na lanterna do desempenho geográfico, com uma alta tímida de apenas 1,8%.
“A atividade varejista no cenário nacional continua sendo sustentada pelo mercado de trabalho que segue aquecido e pela consequente expansão da renda das famílias. Por outro lado, o elevado endividamento dos consumidores e o alto custo do crédito ainda atuem como freios.”
Longe de ser um fato isolado, o boom nas vendas de abril corcorre com uma sólida tendência de aceleração comercial que vem sendo desenhada no Acre ao longo de todo o início do ano. A série histórica apresentada pelo levantamento revela que o comércio local iniciou o período em ritmo acelerado, computando uma expansão anual de 8% em fevereiro, avançando para impressionantes 13,2% em março e mantendo o patamar elevado com os 11,5% atuais. Internamente, o segmento de combustíveis e lubrificantes despontou como o grande catalisador do índice, disparando 14,4% na comparação anual, impulsionado por um movimento de antecipação de compras diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre os preços globais, seguido pelos ramos de supermercados (+6,1%) e artigos farmacêuticos (+6,4%).
Por: Victor Bastos


