18 de junho de 2026

Coopercafé conquista mercado nacional e exporta mais de 1.800 sacas de café produzidas no Acre

Cooperativa acreana já comercializou mais de 1.800 sacas para estados do Sul e Sudeste e prepara novos carregamentos

Coopercafé conquista mercado nacional e exporta mais de 1.800 sacas de café produzidas no Acre

A cafeicultura acreana vive um momento histórico. A Coopercafé (Cooperativa dos Cafeicultores do Vale do Juruá), localizada em Mâncio Lima, conquistou novos mercados e realizou a exportação de mais de 1.800 sacas de café produzidas no Acre para estados das regiões Sul e Sudeste do país.

A primeira comercialização ocorreu na semana passada, quando foram vendidos 48 mil quilos de café, equivalentes a 800 sacas de 60 quilos. Todo o produto foi processado no Complexo Industrial do Café, instalado em Mâncio Lima.

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A empresa responsável pela compra foi a Cafeeira Paraná Comércio, Exportação e Importação de Café Ltda, sediada em Maringá, no Paraná. A negociação representa um marco para a economia acreana, já que é uma das primeiras exportações em grande escala de café em grãos produzido no estado para outras regiões do Brasil.

O sucesso da primeira venda abriu caminho para novos negócios. Na última segunda-feira (15), um segundo carregamento foi enviado, desta vez com destino ao Espírito Santo. Com isso, a Coopercafé atingiu a marca de 1.800 sacas comercializadas para fora do Acre.

Segundo o presidente da cooperativa, Jonas Lima, a procura pelo café acreano tem aumentado rapidamente e novos pedidos já estão sendo negociados.

O caminho abriu agora para lá. Eles já vão comprar mais 800 sacas. Já será o segundo carregamento. Abriu a porta para lá agora. Com essa venda aí, entre Acre e Rondônia, nós já vendemos 9 mil sacas de café, de fevereiro para cá. Toda semana nós vendemos café”, destacou.

Expansão da cafeicultura

Atualmente, somente no Vale do Juruá existem cerca de 5 milhões de pés de café plantados, distribuídos em uma área aproximada de 2 mil hectares.

Criada em 2021, a Coopercafé reúne atualmente 182 cooperados, a maioria formada por agricultores familiares. A expectativa é de crescimento nos próximos meses.

De acordo com Jonas Lima, uma nova assembleia deverá aprovar a entrada de mais produtores.

Vai ingressar, com a assembleia, mais cento e pouco, vai ficar cerca de 290 cooperados”, afirmou.

Geração de emprego e renda

Além de impulsionar a economia regional, a cafeicultura vem se consolidando como uma importante fonte de geração de emprego e renda no interior do Acre.

Jonas Lima destaca que a cultura do café exige mão de obra constante, especialmente no período de colheita, beneficiando diretamente centenas de famílias.

O que chama a atenção aqui é a geração de emprego na cultura do café. É diferente do boi. Você cria mil bois, você tem um cara lá cuidando. Com três mil pés de café, você já coloca cinco ou seis pessoas para trabalhar na época da colheita. A geração de emprego aqui é gigantesca”, ressaltou.

O presidente da cooperativa também destacou o apoio recebido de lideranças políticas ligadas ao desenvolvimento da agricultura familiar no estado, como o deputado estadual Edvaldo Magalhães e a ex-deputada federal Perpétua Almeida.

Segundo ele, o Complexo Industrial do Café de Mâncio Lima foi construído a partir de articulações realizadas pela ex-parlamentar junto à Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com a Coopercafé.

Com a abertura de novos mercados e o aumento da produção, a expectativa é que o Acre continue ampliando sua participação no setor cafeeiro nacional, fortalecendo a agricultura familiar e transformando a realidade econômica de centenas de produtores rurais.

Por: Ligia Santos