A classificação do Brasil para as oitavas de final da Copa do Mundo trouxe mais do que o alívio pela vitória de virada sobre o Japão. O triunfo por 2 a 1 encerrou um jejum que durava desde 2002, quando a Seleção havia conseguido sua última virada em um confronto eliminatório de Mundial. Agora, porém, o caminho reserva um desafio de natureza diferente: pela frente estará a Noruega, única seleção que enfrentou o Brasil mais de uma vez e jamais saiu derrotada.
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O peso histórico do confronto vai além da vaga nas quartas de final. A Noruega é a única seleção da história que enfrentou o Brasil mais de uma vez — foram quatro partidas — e jamais saiu derrotada. Nem campeãs mundiais como Alemanha, Itália, Argentina, França ou Espanha conseguiram manter uma invencibilidade semelhante diante da Seleção em confrontos repetidos. Os noruegueses acumulam duas vitórias e dois empates, incluindo o triunfo por 2 a 1 na Copa do Mundo de 1998, resultado que ainda figura entre os capítulos mais marcantes da história da equipe nórdica.
Veja as fotosAbrir em tela cheia “Remada Viking” na Copa do Mundo de 2026 no jogo de Noruega contra SenegalReprodução: X/@nff_landslag Noruega deu show em Milão e se garantiu na Copa do Mundo de 2026 após quase 30 anos / Reprodução: Instagram: @herrelandslaget Casemiro e Gabriel Martinelli marcaram os gols da Seleção BrasileiraDivulgação: CBF
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Os demais confrontos aconteceram em amistosos. Em 1988, empate por 1 a 1. Em 1997, vitória norueguesa por 4 a 2. Já em 2006, novo empate, novamente por 1 a 1. Desde então, as equipes nunca mais se enfrentaram.
Mais do que os números, o confronto reúne características que aproximam o cenário das últimas eliminações brasileiras em Copas do Mundo. Nas edições de 2018 e 2022, o Brasil caiu diante de seleções europeias organizadas coletivamente, fortes fisicamente e com jogadores de alto nível atuando nas principais ligas do continente. Bélgica e Croácia chegaram aos confrontos sem o peso histórico de campeãs mundiais recentes, mas sustentadas por elencos competitivos e propostas táticas consistentes.
A Noruega chega ao mata-mata carregando justamente esse perfil. A equipe reúne atletas consolidados nas principais ligas da Europa, aposta em uma defesa compacta, linhas altas e intensidade física durante os 90 minutos. Individualmente, conta com nomes como Erling Haaland e Antonio Nusa, dois dos principais destaques do futebol europeu na atualidade, capazes de decidir partidas em poucos lances.
O adversário também representa um degrau diferente daquele enfrentado nos 16 avos. O Japão fez campanha consistente na fase de grupos, mostrou organização tática e vendeu caro a derrota para o Brasil. Ainda assim, o contexto histórico e técnico da Noruega amplia o grau de dificuldade para a equipe comandada por Carlo Ancelotti.
Agora, o desafio passa a ser outro. Além de tentar manter vivo o sonho do hexa, a Seleção buscará quebrar um tabu que atravessa toda a história do confronto diante da Noruega. Caso avance às quartas de final, o Brasil não apenas encerrará a invencibilidade do rival no histórico do duelo, mas também superará uma seleção europeia de alto nível em um mata-mata de Copa após 24 anos, em um cenário que marcou as eliminações brasileiras nas duas últimas edições do torneio.



