25 de junho de 2026

Deputado alvo da PF por desvio de emendas: operação apreende dinheiro e helicóptero

Deputado alvo da PF por desvio de emendas: operação apreende dinheiro e helicóptero
Foto: Polícia Federal

O deputado federal Josimar Maranhãozinho está entre os alvos da Operação Afluente, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (25), para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo emendas parlamentares.

A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e mobilizou agentes para cumprir 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Goiás e Maranhão. Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu maços de dinheiro em espécie e um helicóptero, embora os valores encontrados ainda não tenham sido divulgados oficialmente.

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Investigação aponta organização criminosa

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam para a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e empresários que teriam utilizado recursos oriundos de emendas parlamentares para beneficiar empresas ligadas ao grupo investigado.

De acordo com os investigadores, os recursos eram operacionalizados por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e posteriormente direcionados para contratos de obras e serviços.

Deputado está entre os alvos

Agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de busca em um endereço ligado ao deputado Josimar Maranhãozinho no Distrito Federal.

As investigações indicam que o parlamentar seria sócio de uma das empresas que teriam sido beneficiadas pelos contratos financiados com recursos das emendas parlamentares sob investigação.

Até o momento, a defesa do deputado não se pronunciou sobre a operação.

Parlamentar já foi condenado pelo STF

Josimar Maranhãozinho já possui uma condenação na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal relacionada a outro caso envolvendo emendas parlamentares.

Na ocasião, o parlamentar foi condenado a seis anos e cinco meses de prisão em regime semiaberto. Também foram condenados os então deputados Pastor Gil e Bosco Costa.

Segundo a denúncia apresentada naquele processo, os envolvidos teriam solicitado R$ 1,6 milhão em propina para liberar R$ 6,7 milhões em emendas destinadas ao município maranhense de São José de Ribamar.

Caso tem relação com o orçamento secreto

A investigação ocorre dentro do contexto das chamadas emendas de relator, mecanismo que ficou conhecido nacionalmente como “orçamento secreto”.

O modelo permitia a distribuição de recursos públicos sem a identificação clara dos parlamentares responsáveis pelas indicações, situação que levou o Supremo Tribunal Federal a declarar o mecanismo inconstitucional em dezembro de 2022.

Para a Corte, o sistema comprometia a transparência e dificultava o acompanhamento da destinação dos recursos públicos.

Operação segue em andamento

A Operação Afluente busca aprofundar as investigações sobre a possível utilização de emendas parlamentares para beneficiar empresas ligadas aos investigados e ocultar a origem de recursos supostamente desviados.

As apurações continuam sob supervisão do Supremo Tribunal Federal e novas medidas não estão descartadas pelas autoridades.