A expansão da saúde pública no Acre entre 2023 e 2026 marcou um dos maiores ciclos de fortalecimento do Sistema Único de Saúde no estado, com quase 50 mil cirurgias realizadas, milhares de atendimentos itinerantes e avanço expressivo na modernização da rede. O período consolidou melhorias no acesso, na estrutura e na capacidade de atendimento em todas as regiões acreanas.
Entre 2023 e 2026, o Acre registrou 48.699 cirurgias realizadas na rede pública, além de mais de 66 mil atendimentos do programa Saúde Itinerante, que levou serviços especializados a municípios isolados e comunidades de difícil acesso. A gestão também destaca redução histórica nos casos de malária, com queda de 35,4%, e avanços significativos na ampliação de profissionais da saúde e investimentos em tecnologia hospitalar.
De acordo com o secretário de Saúde, José Bestene, os resultados refletem o fortalecimento contínuo do SUS no estado. Ele afirma que cada número representa vidas impactadas diretamente pela ampliação do acesso a consultas, exames e procedimentos especializados.
O Programa Opera Acre foi um dos principais pilares da expansão, com crescimento constante na realização de cirurgias eletivas. Foram 12.628 procedimentos em 2023, 14.857 em 2024, 15.638 em 2025 e mais 5.576 apenas nos primeiros meses de 2026, totalizando 48.699 cirurgias no período.
A ampliação também reduziu filas históricas e permitiu que pacientes fossem atendidos mais próximos de suas regiões, como ocorreu com moradores de municípios do interior que passaram a realizar procedimentos sem necessidade de deslocamento para a capital.
No atendimento itinerante, o impacto também foi expressivo. O programa Saúde Itinerante registrou 16.084 atendimentos em 2023, 14.673 em 2024 e 28.005 em 2025, além de 7.656 em 2026, totalizando 66.418 atendimentos no período.
Na área de tecnologia, o Conecta Coração passou a oferecer suporte em telemedicina cardiovascular, ultrapassando 1.800 atendimentos e contribuindo para decisões rápidas em casos de urgência, incluindo procedimentos como trombólises e angioplastias.
O combate à malária também apresentou forte queda, com redução de 35,4% nos casos gerais e mais de 60% na forma mais grave da doença causada pelo Plasmodium falciparum, reforçando o avanço das ações de vigilância em saúde.
Outro destaque foi a convocação de mais de 2,2 mil profissionais da saúde, reforçando hospitais, maternidades e unidades especializadas em todo o estado. Além disso, investimentos em infraestrutura e equipamentos modernos ampliaram a capacidade diagnóstica e assistencial da rede pública.



