O Acre registrou 10 homicídios em maio deste ano, segundo dados do Relatório Mensal Sintético de Mortes Violentas Intencionais (MVI), divulgado pela Polícia Civil. O levantamento aponta que os conflitos envolvendo facções criminosas seguem como a principal motivação inicial dos assassinatos no estado.
O número representa uma queda em relação a abril, quando foram registrados 13 casos, e também uma redução na comparação com o mesmo período do ano passado, quando ocorreram 18 homicídios.
De acordo com o relatório, 40% dos crimes registrados em maio tiveram relação direta com disputas entre organizações criminosas, reforçando o impacto desse tipo de violência no cenário local.
Entre as vítimas do mês, estão duas servidoras do Instituto São José, mortas durante um ataque a tiros ocorrido no dia 5 de maio, caso que teve grande repercussão no estado.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o Acre soma 61 homicídios. O número é inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 68 ocorrências.
A Polícia Civil destaca que, após o pico de violência observado entre 2016 e 2018 — período marcado pela intensificação das disputas entre facções —, o estado apresenta tendência de redução gradual nos homicídios.
Em maio, os crimes foram distribuídos de forma equilibrada entre capital e interior, com cinco registros em Rio Branco e cinco em municípios do interior, como Brasiléia, Epitaciolândia, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Sena Madureira.
O levantamento também mostra que a região de Rio Branco, Bujari e Porto Acre concentrou o maior número de ocorrências, com cinco casos. As regiões do Alto Acre e Juruá tiveram dois registros cada, enquanto o Purus/Iaco contabilizou um homicídio. Já Baixo Acre e Tarauacá/Envira não registraram casos no período.
O perfil das vítimas indica predominância masculina, representando 80% dos assassinatos registrados em maio. A maior parte das vítimas era jovem ou adulta jovem, com destaque para as faixas de 18 a 24 anos e 35 a 39 anos.
Os homicídios ocorreram com maior frequência durante a madrugada e se concentraram principalmente aos sábados e terças-feiras, segundo o relatório oficial.
Com informações do G1 Acre.



