O trauma recente e a falta de respostas definitivas sobre o desabamento parcial da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, deixaram os motoristas e moradores do interior do Acre em estado de atenção máxima com as condições da malha viária regional. Nas últimas horas, imagens gravadas por usuários da BR-364 começaram a circular intensamente nas redes sociais, mostrando uma fresta acentuada e um buraco no pavimento da ponte sobre o Rio Purus, principal elo de ligação terrestre entre os municípios de Sena Madureira e Manoel Urbano.
A rápida repercussão do vídeo reflete o clima de desconfiança geral da população com a manutenção das obras públicas no estado. Visualmente, o ponto crítico apontado pelos condutores coincide com a área da junta de dilatação da estrutura — um espaçamento mecânico essencial de engenharia para permitir a movimentação e expansão natural dos blocos de concreto sob as variações térmicas severas do verão amazônico. Contudo, diante do histórico de abandono em trechos da rodovia federal e da deterioração visível do asfalto nas cabeceiras da passagem de 477 metros, a comunidade transformou o registro em uma denúncia formal.
“A preocupação de quem trafega entre Sena Madureira e Manoel Urbano é totalmente legítima diante do cenário atual da nossa infraestrutura. Embora o vão corresponda geometricamente à área de dilatação da estrutura sobre o Rio Purus, o desgaste do pavimento expõe a necessidade imediata de um laudo técnico oficial por parte do DNIT.”
A cobrança dos moradores agora gira em torno de uma resposta institucional que vá além das justificativas teóricas de engenharia. O buraco aberto na pista oferece perigo imediato para a suspensão de caminhões de carga e ameaça a estabilidade de motociclistas que cruzam o Vale do Purus diariamente. O espaço do Yaco News permanece aberto para que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) se posicione oficialmente sobre o cronograma de reparos no trecho e emita uma garantia técnica sobre a real integridade estrutural da obra.
Por: Victor Bastos



