A atuação das equipes de emergência continua mobilizada em Sena Madureira após o desabamento de parte da Ponte Frei Paolino Baldassari, ocorrido na noite da última sexta-feira (5). Neste sábado (6), o governo do Acre informou que segue acompanhando a situação e reforçando as ações de assistência às vítimas e de monitoramento da estrutura atingida.
O trabalho reúne equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), Defesa Civil, Deracre, Polícia Civil e outros órgãos estaduais.
A governadora Mailza Assis destacou que a prioridade do Estado é garantir atendimento aos feridos e suporte às famílias afetadas pelo acidente, além de colaborar com as apurações sobre o ocorrido.
Segundo as informações repassadas pelas equipes que atuam no local, não há registro de desaparecidos até o momento. Permanecem confirmados quatro feridos, todos atendidos pelos serviços de emergência.
Enquanto as investigações avançam, o Corpo de Bombeiros segue realizando avaliações técnicas para verificar as condições da estrutura remanescente da ponte e identificar possíveis riscos na área atingida.
De acordo com o comandante-geral do CBMAC, coronel Charles Santos, as ações tiveram início ainda na noite de sexta-feira e receberam reforço especializado enviado de Rio Branco.
“As equipes enviadas estão prontas para realizar qualquer tipo de intervenção, seja busca em ambiente colapsado, retirada de estruturas ou outras operações especializadas. Contamos com mergulhadores e profissionais capacitados para auxiliar em toda e qualquer atividade necessária”, afirmou.
Rio Iaco permanece interditado
Uma das principais preocupações das autoridades neste momento é a segurança da navegação no Rio Iaco. O trecho onde ocorreu o desabamento foi totalmente interditado pelo Corpo de Bombeiros devido à presença de escombros e ao risco oferecido pela estrutura que permanece sobre o rio.
A recomendação é para que embarcações evitem a área até a conclusão das inspeções técnicas e da retirada dos destroços.
Segundo o comando da corporação, a interdição é necessária para evitar acidentes e garantir a segurança dos moradores e trabalhadores que utilizam o rio como principal via de transporte.
Paralelamente, o governo já iniciou estudos técnicos para definir a melhor estratégia para remover os escombros que permanecem no leito do Rio Iaco.
O objetivo é liberar a navegação o mais rápido possível, restabelecendo a circulação de embarcações e reduzindo os impactos para as comunidades que dependem do rio para deslocamento e transporte de mercadorias.
Estado de saúde das vítimas
A Secretaria de Estado de Saúde divulgou um novo boletim sobre os pacientes atendidos após o acidente.
Edinaldo Muniz, de 54 anos, continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco. O paciente apresenta estado gravíssimo após sofrer traumatismo cranioencefálico grave e passar por cirurgia para correção de fratura pélvica. Ele permanece sob ventilação mecânica.
Ednei Muniz dos Santos, de 51 anos, segue internado em estado estável. Ele sofreu fratura no antebraço e aguarda procedimento cirúrgico.
Também em estado estável está Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, que sofreu fratura no fêmur e permanece sob acompanhamento médico na capital.
Já Weverton Murieta, de 34 anos, recebeu alta hospitalar neste sábado após passar por avaliação médica, realização de exames e tratamento dos ferimentos sofridos no acidente.
As equipes da rede estadual de saúde seguem acompanhando a evolução clínica dos pacientes e prestando assistência às famílias.



