16 de junho de 2026

Instrutor preso por morte de jovem arremessada de ponte diz que tragédia foi “fatalidade”

Instrutor preso por morte de jovem arremessada de ponte diz que tragédia foi “fatalidade”
Instrutor preso por morte de jovem arremessada de ponte diz que tragédia foi “fatalidade”

Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, um dos três responsáveis presos sob acusação de homicídio doloso pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, declarou à polícia que o episódio foi uma “fatalidade”.

Durante o depoimento prestado à delegada Andrea Dantas Levy, que conduziu o flagrante dos envolvidos, Egoroff foi ouvido por cerca de sete minutos e meio. Ao ser questionado sobre a acusação de homicídio, respondeu: “Então, a gente está nessa prática há um tempo e, tipo, hoje, foi uma fatalidade. A gente não consegue entender o que aconteceu”.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Erro fatal em salto de rope jump mata jovem de 21 anos em São PauloReprodução / Instagram Jovem morta em salto fez post nas redesReprodução / Instagram Jovem morta em salto fez post nas redesReprodução / Instagram Jovem morta em salto fez post nas redesReprodução / Instagram Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem de 21 anos arremessada de ponte sem corda durante salto de rope jump em LimeiraFoto: Reprodução Luis Felipe Feliciano Egoroff, um dos instrutores presos pela morte da jovem arremessada de ponte em Limeira sem cordaFoto: Reprodução

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Além de Egoroff, permanecem presos Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27. Os três aparecem nas imagens registradas no momento em que Maria Eduarda é erguida e arremessada da ponte, localizada a aproximadamente 40 metros de altura.

Na audiência de custódia, o juiz Paulo Henrique Stahlberg Natal determinou a manutenção das prisões. Em sua decisão, destacou que os suspeitos atuavam conjuntamente em uma atividade considerada de elevado risco e que teria sido realizada “sem observância dos protocolos elementares de segurança”. O magistrado também apontou que os vídeos anexados ao processo demonstram, “de forma inequívoca”, que a vítima foi arremessada “sem qualquer proteção”.

Descida para prestar socorro
Ao relatar os momentos posteriores ao acidente, Egoroff afirmou que desceu até o local onde Maria Eduarda estava para auxiliar no atendimento emergencial.

“Eu desci, desci de rapel”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Tipo (sic) assim, eu estava na ponte, desci lá embaixo e tinha uma enfermeira fazendo RCP [manobra de emergência realizada quando alguém sofre Parada Cardiorrespiratória]. Aí o resgate chegou e eu subi [para o alto da ponte]”.

Durante o interrogatório, a delegada também perguntou se os procedimentos de checagem haviam sido realizados nos saltos anteriores. O instrutor respondeu afirmativamente e disse não compreender o que ocorreu especificamente com a jovem. “Sim, fez [inspeção e fiscalização nos pulos anteriores]. No dela estamos sem entender até agora”, finaliza Egoroff.

Outro preso também fala em acidente
Vitor de Freitas Gonçalves, outro integrante do grupo detido, também classificou a ocorrência como algo inesperado e afirmou que ninguém imaginava que o salto terminaria em tragédia.

“Foi realmente uma fatalidade. Ninguém sai de casa para cometer um negócio desse [matar uma pessoa]. Todo mundo lá [instrutores presos] é tarado por esporte. É uma rapaziada que gosta, e se juntou para fazer isso”, declarou.

A atividade realizada no sábado reuniu entre 80 e 90 participantes. Maria Eduarda foi a 17ª pessoa a realizar o salto naquele dia. Conforme a investigação, a jovem caiu após a corda de segurança não ter sido conectada ao equipamento utilizado na prática. Cada participante desembolsava R$ 180 para participar da experiência, com a opção de pagar mais R$ 110 para registrar o salto por meio de uma câmera 360° acoplada a uma GoPro.