Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se encontraram durante a cúpula do G-7, realizada em Évian-les-Bains, na França, e trocaram cumprimentos em dois momentos distintos do evento. O encontro ocorreu na noite de terça-feira (16) durante um evento social promovido pelo governo francês e se repetiu na manhã desta quarta-feira (17), antes de uma reunião sobre crescimento econômico.
Segundo informações divulgadas pela imprensa brasileira, Lula e Trump participaram inicialmente de um coral seguido por um jantar oferecido pelo presidente francês, Emmanuel Macron. O evento foi restrito aos chefes de Estado e não houve registros oficiais em imagens do primeiro contato entre os dois líderes.
Já nesta quarta-feira, os presidentes voltaram a se encontrar nos corredores da cúpula. Imagens divulgadas pelo ICL Notícias mostram Donald Trump apertando a mão de Lula, dando um leve tapa em seu ombro e perguntando: “Tudo bem?”. Em seguida, o presidente americano teria dito: “Bom trabalho”.
O breve encontro chamou atenção porque uma das maiores expectativas em torno da viagem de Lula à França era a possibilidade de uma reunião bilateral com Trump. O assunto ganhou relevância diante das discussões sobre a possibilidade de novas tarifas comerciais que poderiam atingir produtos brasileiros.
No entanto, ainda antes do início da cúpula, o Ministério das Relações Exteriores informou que não havia negociações para um encontro oficial entre os dois presidentes durante o evento.
Diante disso, cresceu a expectativa de que Lula e Trump ao menos conversassem informalmente nos corredores ou nos eventos sociais organizados paralelamente à agenda oficial do G-7.
Até a noite de terça-feira, os dois haviam participado de atividades no mesmo ambiente, mas sem interação pública significativa. O cumprimento registrado nesta quarta-feira acabou se tornando um dos momentos mais comentados da cúpula.
A reunião do G-7 reúne líderes das maiores economias democráticas do mundo para discutir temas como crescimento econômico, comércio internacional, segurança global e conflitos armados. Embora o Brasil não faça parte do grupo, Lula participou do encontro a convite do governo francês.
A presença do presidente brasileiro ocorre em um momento de intensificação das discussões sobre comércio internacional e reorganização das alianças econômicas globais, temas que dominam a agenda da cúpula deste ano.


