A presença de Lula e Trump na foto oficial do G7 chamou atenção nesta terça-feira (16), em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Os dois líderes participaram do tradicional retrato oficial da cúpula, realizada na França, em um momento marcado por divergências sobre a possível aplicação de tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros.
Embora o Brasil não faça parte do grupo das sete maiores economias industrializadas do mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado para participar das discussões ampliadas do encontro, prática comum adotada pelos anfitriões do evento.
Durante a foto oficial, Lula apareceu ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz. Próximo ao presidente brasileiro também estavam a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e outros líderes internacionais que participam da cúpula.
Donald Trump, por sua vez, integrou o chamado “retrato de família” do G7 e ficou posicionado ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, anfitrião do encontro deste ano.
Após a cerimônia de fotos, Lula conversou brevemente com Ursula von der Leyen. Durante esse momento, Trump passou próximo aos dois líderes, mas não houve registro de cumprimento entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.
Até o momento, não havia confirmação oficial sobre uma conversa direta entre Lula e Trump durante a abertura da cúpula.
A participação brasileira ocorre em meio ao impasse envolvendo a proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre determinados produtos brasileiros. A medida foi sugerida após uma investigação comercial conduzida pelo governo norte-americano, que apontou supostas práticas consideradas prejudiciais a empresas dos EUA.
O governo brasileiro reagiu às alegações e afirmou que não aceita medidas unilaterais, elevando o tom das discussões diplomáticas entre os dois países.
Além das pautas econômicas, a agenda do G7 inclui debates sobre inteligência artificial, segurança internacional, mudanças climáticas e comércio global. A expectativa é que Lula utilize os encontros para defender o fortalecimento do diálogo multilateral e criticar medidas consideradas protecionistas no cenário internacional.
Com informações do G1.


