26 de junho de 2026

Missão brasileira na Venezuela leva tecnologia da Anatel para localizar celulares sob escombros

Missão brasileira na Venezuela leva tecnologia da Anatel para localizar celulares sob escombros
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

A missão brasileira na Venezuela iniciou nesta sexta-feira (26) o deslocamento de uma força-tarefa humanitária para auxiliar nas operações de busca e resgate após o terremoto que devastou o país. Entre os equipamentos embarcados pela Força Aérea Brasileira (FAB) está uma tecnologia da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) capaz de detectar sinais de celulares sob estruturas colapsadas.

Ao todo, cerca de 12 toneladas de equipamentos foram embarcadas em uma aeronave da FAB na Base Aérea de Guarulhos, em São Paulo. A missão reúne 44 profissionais, incluindo bombeiros de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, equipes da Defesa Civil, técnicos da Anatel e seis cães farejadores especializados em localizar vítimas.

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Segundo o chefe da missão humanitária, Armin Braun, o trabalho conjunto entre os equipamentos eletrônicos e os cães aumenta significativamente a eficiência das buscas.

“Esse trabalho conjunto do rastreamento de celulares com os cães ajuda a otimizar e acelerar muito essas operações”, afirmou.

Tecnologia pode acelerar localização de sobreviventes

Os aparelhos levados pela Anatel conseguem identificar sinais emitidos por telefones celulares que ainda estejam funcionando sob os escombros, permitindo que as equipes concentrem esforços em locais com maior possibilidade de encontrar vítimas com vida.

A estratégia complementa o trabalho dos cães farejadores, reduzindo o tempo necessário para localizar sobreviventes.

De acordo com a porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Karoline Magalhães, existe uma janela importante para o resgate de pessoas presas em estruturas destruídas.

“Quando cai um prédio, formam-se bolsões de ar. Então, as pessoas, muitas vezes, permanecem dentro desses bolsões com uma sobrevida até considerável, cinco, dez dias”, explicou.

Brasil prepara reforço da ajuda humanitária

A previsão é que a equipe brasileira permaneça por até 15 dias na Venezuela, podendo ter a permanência prorrogada conforme a necessidade das operações.

Além disso, o governo brasileiro já prepara uma nova etapa da missão. Um segundo voo deve decolar neste sábado (27), levando médicos e um hospital de campanha para ampliar o atendimento às vítimas.

O ministro da Defesa, José Múcio, também deve viajar ao país na próxima semana para acompanhar e coordenar as ações de assistência humanitária.

Sociedade civil também participa da mobilização

Enquanto a ajuda oficial é organizada, moradores de Roraima iniciaram campanhas para arrecadar alimentos, roupas, água e produtos de higiene destinados às famílias atingidas.

Brasileiros e venezuelanos que vivem na região de fronteira se uniram para ampliar a rede de solidariedade.

“A situação lá já é ruim e, com o que está acontecendo, fica pior. Se você tiver alguma coisa para doar, pode ser alimentação, comida, ajuda… Seja bem-vinda”, afirmou a voluntária Ubeimi Giraldo.

As equipes brasileiras chegam ao país em um momento considerado decisivo para as buscas, quando as primeiras horas após um desastre são fundamentais para aumentar as chances de encontrar sobreviventes.