O advogado de Monique Medeiros, Hugo Novais, revelou, durante entrevista exclusiva à repórter do portal LeoDias, Patrícia Teixeira, que a ex-professora sofreu uma tentativa de homicídio durante o período em que esteve presa preventivamente na investigação da morte de seu filho, Henry Borel. Monique recebeu perdão judicial no julgamento relacionado ao caso da criança, que morreu aos 4 anos.
O advogado, que atuou na defesa de Monique, afirmou que, desde o fim do julgamento, há cerca de duas semanas, ela tem medo de sair de casa e sofrer ataques. “Sem sombra de dúvidas, a Monique tem muito medo”, declarou. Segundo ele, ao lado da esposa, atua há cinco anos na defesa da mãe de Henry Borel.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Monique Medeiros, Jairo Souza Santos e Henry BorelReprodução: Arquivo pessoal Advogado de Monique Medeiros, Hugo Novais, em entrevista ao portal LeoDiasFoto: LeoDias Advogado de Monique Medeiros, Hugo Novais, em entrevista ao portal LeoDiasFoto: LeoDias Jairinho e Monique MedeirosCrédito: Reprodução Monique Medeiros em julgamentoCrédito: Brunno Dantas/TJRJ
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Segundo Hugo, a ex-esposa de Jairinho teria sofrido uma tentativa de homicídio dentro da unidade prisional, caso que levou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro a instaurar um inquérito para investigação. Na ocasião, outra detenta teria desferido golpes de lâmina no pescoço de Monique.
“Monique sofreu, ao longo do cárcere, diversas e diversas ameaças. Ela estava num cárcere dentro de um cárcere. A Monique ficava horas e horas sem ter qualquer tipo de contato com outras pessoas. Foi um fato que nós notificamos à Comissão Interamericana de Direitos Humanos pelas graves violações que Monique sofreu ao longo do cárcere”, afirmou Hugo.
Para ele, Monique Medeiros é alvo de uma campanha de ódio motivada pelo machismo presente na sociedade. O advogado afirma ainda que ela sofre mais ataques do que o próprio Jairinho, condenado pela morte de Henry: “Este fato demonstra isso. Isso é muito claro para nós, que estamos há tantos anos cuidando do processo dela, e conseguimos identificar claramente que todas essas ameaças, toda essa campanha de ódio, eram fruto, sem sombra de dúvidas, do machismo estrutural existente na sociedade. A Monique sofre muito mais no cárcere e na sociedade do que o próprio algoz do seu filho. Isso é claro para qualquer pessoa”, disse.



