18 de junho de 2026

Moradores do Segundo Distrito em pesquisa tem maior índice de insegurança em Rio Branco

Pesquisa revela que 70% dos moradores consideram Rio Branco uma cidade violenta para viver.

Moradores do Segundo Distrito em pesquisa tem maior índice de insegurança em Rio Branco

A sensação de insegurança em Rio Branco é mais intensa entre os moradores do Segundo Distrito, segundo dados da primeira Pesquisa de Vitimização realizada na capital acreana. O levantamento aponta que as regionais Belo Jardim e Vila Acre registraram os maiores índices de percepção de violência entre os entrevistados.

Pesquisa mostra que moradores do Segundo Distrito de Rio Branco são os que mais sentem insegurança.

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De acordo com o estudo, ambas as regionais receberam nota média de 4,4 em uma escala de zero a cinco quando os moradores avaliaram o nível de insegurança dos locais onde vivem. Os números colocam as duas áreas entre as mais afetadas pela sensação de vulnerabilidade na capital.

A pesquisa foi desenvolvida pela Universidade Federal do Acre (Ufac) em parceria com outras instituições e ouviu 800 pessoas em diferentes regiões de Rio Branco. O objetivo foi compreender a percepção da população sobre violência, criminalidade e vitimização.

Além de Belo Jardim e Vila Acre, outras regionais também apresentaram índices elevados. O Calafate alcançou média de 4,2, mesma pontuação registrada na região do 6 de Agosto. Já Tancredo Neves, Floresta e Baixada da Sobral obtiveram nota média de 4,1.

Segundo o coordenador do estudo, professor doutor Ermício Sena, a sensação de insegurança não está relacionada apenas aos casos em que a pessoa foi vítima direta de um crime. O ambiente social, os relatos de violência e a criminalidade percebida no cotidiano também influenciam a avaliação da população.

Outro dado que chamou atenção foi a subnotificação de ocorrências. Muitas vítimas deixam de procurar as autoridades por receio de represálias ou por acreditarem que o problema não será solucionado. Esse fenômeno, conhecido como cifra oculta da criminalidade, dificulta o diagnóstico preciso da segurança pública.

A pesquisa também revelou que mulheres, pessoas com menor renda e cidadãos com menor nível de escolaridade apresentam maior percepção de insegurança. Entre as mulheres entrevistadas, 76,9% afirmaram não se sentir seguras em seu cotidiano.

Em relação aos crimes patrimoniais, 4,1% dos entrevistados relataram ter sido vítimas de roubo de objetos de valor nos últimos 12 meses. Desse total, 45,7% ocorreram em vias públicas, enquanto 40% aconteceram dentro das próprias residências.

Os celulares aparecem como os principais alvos dos criminosos, refletindo uma tendência observada em diversas cidades brasileiras.

No panorama geral, a pesquisa aponta que cerca de 70% dos moradores consideram Rio Branco uma cidade violenta para viver. A nota média atribuída pelos entrevistados foi de 4,1, reforçando a preocupação da população com a segurança pública na capital acreana.

Os resultados foram apresentados durante seminário realizado no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) e servem como base para discussões sobre políticas públicas voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento da segurança da população.