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Moradores do Segundo Distrito em pesquisa tem maior índice de insegurança em Rio Branco

A sensação de insegurança em Rio Branco é mais intensa entre os moradores do Segundo Distrito, segundo dados da primeira Pesquisa de Vitimização realizada na capital acreana. O levantamento aponta que as regionais Belo Jardim e Vila Acre registraram os maiores índices de percepção de violência entre os entrevistados.

Pesquisa mostra que moradores do Segundo Distrito de Rio Branco são os que mais sentem insegurança.

De acordo com o estudo, ambas as regionais receberam nota média de 4,4 em uma escala de zero a cinco quando os moradores avaliaram o nível de insegurança dos locais onde vivem. Os números colocam as duas áreas entre as mais afetadas pela sensação de vulnerabilidade na capital.

A pesquisa foi desenvolvida pela Universidade Federal do Acre (Ufac) em parceria com outras instituições e ouviu 800 pessoas em diferentes regiões de Rio Branco. O objetivo foi compreender a percepção da população sobre violência, criminalidade e vitimização.

Além de Belo Jardim e Vila Acre, outras regionais também apresentaram índices elevados. O Calafate alcançou média de 4,2, mesma pontuação registrada na região do 6 de Agosto. Já Tancredo Neves, Floresta e Baixada da Sobral obtiveram nota média de 4,1.

Segundo o coordenador do estudo, professor doutor Ermício Sena, a sensação de insegurança não está relacionada apenas aos casos em que a pessoa foi vítima direta de um crime. O ambiente social, os relatos de violência e a criminalidade percebida no cotidiano também influenciam a avaliação da população.

Outro dado que chamou atenção foi a subnotificação de ocorrências. Muitas vítimas deixam de procurar as autoridades por receio de represálias ou por acreditarem que o problema não será solucionado. Esse fenômeno, conhecido como cifra oculta da criminalidade, dificulta o diagnóstico preciso da segurança pública.

A pesquisa também revelou que mulheres, pessoas com menor renda e cidadãos com menor nível de escolaridade apresentam maior percepção de insegurança. Entre as mulheres entrevistadas, 76,9% afirmaram não se sentir seguras em seu cotidiano.

Em relação aos crimes patrimoniais, 4,1% dos entrevistados relataram ter sido vítimas de roubo de objetos de valor nos últimos 12 meses. Desse total, 45,7% ocorreram em vias públicas, enquanto 40% aconteceram dentro das próprias residências.

Os celulares aparecem como os principais alvos dos criminosos, refletindo uma tendência observada em diversas cidades brasileiras.

No panorama geral, a pesquisa aponta que cerca de 70% dos moradores consideram Rio Branco uma cidade violenta para viver. A nota média atribuída pelos entrevistados foi de 4,1, reforçando a preocupação da população com a segurança pública na capital acreana.

Os resultados foram apresentados durante seminário realizado no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) e servem como base para discussões sobre políticas públicas voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento da segurança da população.

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