17 de julho de 2026

Operação mira Prefeitura de São Paulo por elo com produtora de filme sobre Bolsonaro

Operação mira Prefeitura de São Paulo por elo com produtora de filme sobre Bolsonaro
Foto: Reprodução.

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (1º) a chamada Operação Wi-Fi Livre, que investiga possíveis irregularidades em contratos firmados entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização presidida por Karina Ferreira da Gama, também proprietária da produtora Go UP Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, baseado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com as investigações, a operação apura possíveis crimes de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, fraude na execução de contrato administrativo e emprego irregular de verbas ou rendas públicas.

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A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados ao instituto, à produtora, a endereços ligados à empresária e também à Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo (SMIT).

O contrato investigado previa a instalação de pontos de internet gratuita por meio do programa Wi-Fi Livre em comunidades da capital paulista. Segundo as apurações, o acordo teve valor inicial de R$ 108 milhões e, após aditivos, chegou a aproximadamente R$ 157 milhões. Investigadores suspeitam que parte dos recursos públicos possa ter sido utilizada de forma irregular.

A investigação também busca esclarecer uma possível ligação financeira entre recursos do contrato público e a produção do filme Dark Horse. A Polícia Civil apontou suspeitas de confusão patrimonial entre o instituto e a produtora responsável pelo longa-metragem.

O caso ganhou ainda mais repercussão nacional após a divulgação de informações envolvendo o financiamento do filme e a participação de figuras ligadas ao cenário político brasileiro.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que o contrato seguiu os princípios da legalidade, transparência e economicidade, informou que colabora com as investigações e negou qualquer desvio de recursos públicos.

As investigações seguem em andamento e os órgãos responsáveis ainda devem analisar documentos, movimentações financeiras e demais elementos recolhidos durante a operação.

Por: Samoel Andrade.