16 de junho de 2026

Operação Rota do Norte mira facção Tren de Aragua e cumpre 55 mandados em 6 estados

Ação policial atinge rede criminosa internacional com prisões e buscas em seis estados.

Operação Rota do Norte mira facção Tren de Aragua e cumpre 55 mandados em 6 estados

A Operação Rota do Norte contra Tren de Aragua no Brasil foi deflagrada nesta terça-feira (16) pela Polícia Civil, com ações simultâneas em seis estados e foco em desarticular a estrutura operacional e financeira da facção criminosa de origem venezuelana.

A ofensiva cumpre 25 mandados de prisão preventiva e mais de 30 mandados de busca e apreensão contra investigados por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas. Ao todo, são cerca de 55 ordens judiciais expedidas no âmbito da investigação.

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As ações ocorrem de forma simultânea em Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, com apoio de unidades especializadas e cooperação entre forças de segurança.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação aponta que o grupo criminoso atua no fornecimento de armamento pesado, incluindo metralhadoras calibre .50 e lança-granadas, que seriam repassados a outras organizações criminosas em diferentes regiões do país.

Entre os principais beneficiados desse esquema estariam facções já consolidadas no Brasil, como o Comando Vermelho, especialmente em áreas do Amazonas e do Rio de Janeiro, segundo informações repassadas pelos investigadores.

A Tren de Aragua, originada em uma prisão na Venezuela, expandiu sua atuação para países como Colômbia, Peru, Bolívia e Chile, com envolvimento em crimes como tráfico de drogas, sequestros, extorsões e mineração ilegal.

Em 2024, o grupo foi classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira, mesma designação aplicada a outras facções internacionais.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (Draco), com apoio da Rede Nacional de Unidades Especializadas no Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Com informações do G1 Acre.