A Operação Rota do Norte contra Tren de Aragua no Brasil foi deflagrada nesta terça-feira (16) pela Polícia Civil, com ações simultâneas em seis estados e foco em desarticular a estrutura operacional e financeira da facção criminosa de origem venezuelana.
A ofensiva cumpre 25 mandados de prisão preventiva e mais de 30 mandados de busca e apreensão contra investigados por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas. Ao todo, são cerca de 55 ordens judiciais expedidas no âmbito da investigação.
As ações ocorrem de forma simultânea em Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, com apoio de unidades especializadas e cooperação entre forças de segurança.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação aponta que o grupo criminoso atua no fornecimento de armamento pesado, incluindo metralhadoras calibre .50 e lança-granadas, que seriam repassados a outras organizações criminosas em diferentes regiões do país.
Entre os principais beneficiados desse esquema estariam facções já consolidadas no Brasil, como o Comando Vermelho, especialmente em áreas do Amazonas e do Rio de Janeiro, segundo informações repassadas pelos investigadores.
A Tren de Aragua, originada em uma prisão na Venezuela, expandiu sua atuação para países como Colômbia, Peru, Bolívia e Chile, com envolvimento em crimes como tráfico de drogas, sequestros, extorsões e mineração ilegal.
Em 2024, o grupo foi classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira, mesma designação aplicada a outras facções internacionais.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (Draco), com apoio da Rede Nacional de Unidades Especializadas no Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Com informações do G1 Acre.

