5 de junho de 2026

Ponte que desabou no Acre foi interditada um dia antes de ceder em Sena Madureira

Deracre constatou fendas na estrutura e bloqueou o tráfego 24 horas antes do colapso; laudo técnico apontou falha estrutural iminente que evitou tragédia maior.

Ponte que desabou no Acre foi interditada um dia antes de ceder em Sena Madureira

Os bastidores técnicos que antecederam o desastre logístico no interior revelam que a ponte que desabou no Acre foi interditada um dia antes de ceder em Sena Madureira. Engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) e técnicos de monitoramento estrutural haviam realizado uma vistoria de emergência na quinta-feira, 4, identificando anomalias graves e rachaduras acentuadas na emenda de transição da cabeceira com o vão central. Diante do risco iminente de um colapso em cadeia na estrutura estaiada sobre o Rio Iaco, a autarquia estadual emitiu uma ordem expressa de bloqueio total para a passagem de veículos e pedestres, uma decisão administrativa crucial que reduziu drasticamente o potencial de mortes no momento em que os cabos de aço e o concreto vieram abaixo.

A confirmação de que o colapso ocorreu poucas horas após o alerta oficial intensifica os debates sobre a qualidade da execução da engenharia pública, visto que a via de ligação contava com apenas três anos de operação. No cenário de urgência em que a ponte que desabou no Acre foi interditada um dia antes de ceder em Sena Madureira, as equipes periciais do Instituto de Criminalística da Polícia Civil foram acionadas para isolar o perímetro e iniciar a coleta de materiais metálicos e amostras de concreto. A investigação criminal buscará determinar se as fendas que forçaram a interdição na véspera decorreram de falhas cras de projeto, uso de materiais em desconformidade com as normas técnicas ou se houve omissão na manutenção preventiva por parte das empreiteiras contratadas.

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Embora a interdição prévia tenha evitado que dezenas de veículos estivessem sobre a pista no instante exato da queda, o isolamento do Segundo Distrito e o atendimento médico das quatro vítimas que estavam nas proximidades continuam concentrando as ações das forças de segurança. Moradores locais e lideranças políticas locais enfatizam que o bloqueio antecipado sanou o perigo imediato na pista superior, mas falhou em isolar completamente as margens inferiores e o perímetro de segurança fluvial do Rio Iaco, onde os escombros pesados atingiram a região periférica. O Deracre e a Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) enfrentam agora a pressão de apresentar soluções de engenharia para a reconstrução urgente da principal artéria urbana do município.

Por: Victor Bastos