7 de junho de 2026

Acre investiga possível circulação do DENV-3 após casos suspeitos de dengue em Rio Branco

Dois casos suspeitos foram identificados em Rio Branco e podem indicar a reintrodução de um sorotipo não registrado atualmente no estado.

Acre investiga possível circulação do DENV-3 após casos suspeitos de dengue em Rio Branco
Foto: Reprodução.

A possível circulação do DENV-3 da dengue no Acre está sendo investigada pelas autoridades de saúde após a identificação de dois casos suspeitos em moradores de Rio Branco. As amostras dos pacientes foram encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas (IEC), responsável por confirmar ou descartar a presença do sorotipo no estado.

A informação consta no mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), que classificou a situação como um importante alerta para a vigilância em saúde.

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Segundo o relatório, os casos foram notificados em maio deste ano. Caso os exames confirmem a presença do DENV-3, o Acre poderá registrar a reintrodução de um sorotipo que atualmente não está entre os identificados pela rede pública estadual.

Até o momento, as análises laboratoriais realizadas no estado apontam a circulação dos sorotipos DENV-1 e DENV-2. A eventual confirmação do DENV-3 é acompanhada com atenção porque a introdução de novos sorotipos pode modificar o comportamento epidemiológico da doença em determinada região.

Apesar da queda expressiva nos casos de dengue em 2026, a Sesacre destaca que o cenário exige monitoramento constante. Conforme o boletim, existe a possibilidade de mudanças no perfil epidemiológico da doença caso novos sorotipos passem a circular entre a população.

Dados da secretaria mostram que, até a 18ª Semana Epidemiológica deste ano, o Acre registrou 1.520 casos prováveis de dengue e 876 confirmações. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizados 6.206 casos prováveis e 6.205 casos confirmados.

Os números representam redução de 75,5% nos casos prováveis e de 85,8% nos casos confirmados em comparação ao ano anterior.

Mesmo com a diminuição dos registros, as autoridades reforçam a importância da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e da manutenção das ações de vigilância para evitar novos surtos.

O vírus da dengue possui diferentes sorotipos e qualquer um deles pode provocar desde sintomas leves até formas graves da doença, incluindo casos com risco de morte. Por isso, o monitoramento da circulação viral segue sendo uma das prioridades da saúde pública no estado.