Os profissionais da educação municipal de Rio Branco voltaram às ruas nesta segunda-feira (1º) para protestar contra a suspensão da greve determinada pela Justiça. Vestidos de preto e carregando um caixão simbólico, os manifestantes realizaram um ato em frente ao Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), classificando a mobilização como um “velório da educação”.
O protesto ocorre em meio ao impasse entre a categoria e a Prefeitura de Rio Branco. Mesmo após a decisão judicial que determinou o retorno das atividades, parte dos servidores segue com a paralisação e cobra avanços nas negociações sobre reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
Durante a manifestação, os educadores afirmaram que a educação municipal vem enfrentando dificuldades estruturais e que a greve é uma forma de chamar atenção para os problemas enfrentados nas escolas da capital.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, criticou a decisão judicial e afirmou que muitos profissionais se sentiram desrespeitados após a determinação que suspendeu o movimento grevista.
Segundo a dirigente sindical, o desconto de faltas para quem não retornar às atividades é visto pela categoria como uma tentativa de pressionar os trabalhadores a encerrar a paralisação.
A greve dos servidores da educação municipal teve início em 20 de maio e afetou dezenas de escolas, creches e centros de educação infantil da capital acreana. Embora algumas unidades tenham retomado as atividades nos últimos dias, diversas instituições permanecem com funcionamento comprometido.
Os manifestantes também defendem que a paralisação é legítima e argumentam que o cumprimento do calendário escolar pode ser realizado posteriormente, sem prejuízo ao ano letivo.
Ainda nesta segunda-feira, representantes da categoria devem participar de uma reunião com o desembargador Nonato Viana, responsável pela decisão liminar que suspendeu a greve. O encontro deve discutir os desdobramentos do movimento e as reivindicações apresentadas pelos profissionais da educação.
Na semana passada, representantes de escolas municipais também estiveram no Ministério Público do Acre para relatar problemas estruturais e condições de trabalho enfrentadas nas unidades de ensino.
Enquanto não há um acordo definitivo entre sindicato e prefeitura, a situação segue indefinida e milhares de estudantes continuam sendo impactados pela paralisação.
Com informações do G1 Acre.



