11 de junho de 2026

Alerta para o Dia dos Namorados: o perigo oculto por trás do uso recreativo da popular “tadala”

Medicamento para disfunção erétil virou febre de desempenho nas redes sociais, mas médicos e Anvisa alertam para riscos de infarto, dependência psicológica e até perda de visão.

Alerta para o Dia dos Namorados: o perigo oculto por trás do uso recreativo da popular “tadala”

O Dia dos Namorados deste ano vai cair em uma sexta-feira (12), o que significa que o país se prepara para um fim de semana de comemorações intensas. No entanto, o clima de romance acendeu um alerta vermelho entre a comunidade médica e as autoridades sanitárias. A busca incessante por uma performance “milagrosa” tem impulsionado jovens e adultos saudáveis a consumirem a tadalafila — popularmente batizada nas redes sociais e nas academias como “tadala” —, transformando o fármaco no 5º medicamento genérico mais vendido em todo o Brasil.

O que muitos ignoram no calor da preparação para a data é que, para quem não possui disfunção erétil de origem fisiológica, o comprimido não passa de uma perigosa “bengala psicológica”. Especialistas são categóricos: o suposto ganho de desempenho em homens jovens e saudáveis é, na enorme maioria dos casos, puro efeito placebo. O indivíduo condiciona sua segurança sexual a uma substância química desnecessária, pavimentando o caminho para uma dependência emocional severa no longo prazo.

- Publicidade -

A combinação do remédio com o consumo excessivo de bebidas alcoólicas para celebrar a noite dos namorados pode causar um efeito paradoxal. O álcool reduz a atividade dopaminérgica do cérebro, destruindo justamente a energia e a libido que o usuário tentava turbinar.

Para além do fiasco na hora H, a Anvisa adverte que a chamada “overdose de tadala” ou o seu uso recreativo contínuo trazem consequências físicas devastadoras. Por atuar diretamente no sistema vascular, o abuso da substância pode desencadear episódios de hipotensão severa (pressão baixa), infartos fulminantes e acidentes vasculares cerebrais (AVC). A visão também entra na linha de tiro: um estudo publicado pela University of British Columbia revelou que usuários regulares desse tipo de medicamento apresentam um aumento de 85% no risco de desenvolver lesões graves na retina ou no nervo óptico, podendo levar à cegueira irreversível.

Por: Victor Bastos