O senado dos EUA impede Trump de atacar o Irã sem aprovação do Congresso após uma votação considerada histórica em Washington. A medida representa um forte recado político sobre os limites do poder presidencial em ações militares no Oriente Médio.
A decisão ocorre em meio à crescente tensão entre Estados Unidos e Irã e pode influenciar diretamente os rumos da política externa norte-americana.
O Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução que restringe os poderes do presidente Donald Trump para autorizar novos ataques militares contra o Irã sem a autorização formal do Congresso.
A proposta reforça a aplicação da Lei dos Poderes de Guerra e estabelece que qualquer ação ofensiva mais ampla contra o Irã deverá passar pelo Legislativo americano.
A votação acontece em um momento de forte tensão geopolítica, com parlamentares demonstrando preocupação com uma possível escalada militar no Oriente Médio.
Apesar do impacto político, especialistas destacam que a resolução tem caráter principalmente simbólico, já que ainda depende de etapas adicionais para se tornar plenamente obrigatória e pode enfrentar veto presidencial.
Ainda assim, o resultado representa um sinal claro de resistência dentro do próprio Congresso dos EUA, inclusive com apoio parcial de parlamentares republicanos, algo raro em temas ligados à política externa de Trump.
A decisão também reforça o debate constitucional sobre quem tem o poder final para autorizar guerras e intervenções militares: o presidente ou o Congresso.
Por Allyson Barros | 23 de junho de 2026


