13 de julho de 2026

Após Trump, chanceler do Irã diz que pretende cobrar pedágio em Ormuz

Após Trump, chanceler do Irã diz que pretende cobrar pedágio em Ormuz
Joe Raedle/Getty Images

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi (foto em destaque), rebateu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira (13/7), e disse que o país persa é quem controla o Estreito de Ormuz e cobrará uma taxa para a passagem de embarcações na rota. 

Mais cedo nesta segunda, Trump disse que os EUA irão tomar o controle do Estreito de Ormuz e pretendem cobrar uma taxa de 20% sobre a carga das embarcações que trafeguem no canal, que fica entre as costas do Irã e do Omã.

- Publicidade -

“Trump está absolutamente certo”, ironizou Araghchi. “Quem quer que forneça passagem segura e protegida para navios comerciais pelo Estreito de Ormuz deve ser compensado por esse serviço. O Irã sempre foi o guardião do Estreito e permanecerá assim para sempre. 20% é, claro, demais. Seremos justos”, disse o chanceler iraniano.

2 imagens1 de 2

Imagem aérea do Estreito de Ormuz

Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 20252 de 2

Estreito de Ormuz, principal rota de comércio de petróleo do Oriente Médio

Lara Abreu/ Arte Metrópoles

Após a declaração de Trump, o Exército do Irã afirmou que responderá “com firmeza” qualquer ação dos EUA no Estreito de Ormuz, e ameaçou atacar qualquer país do Oriente Médio que auxilie os Estados Unidos.

Fim da trégua EUA-Irã

O Estreito de Ormuz, canal marítimo pelo qual passa 20% do petróleo mundial, foi fechado pelo Irã em 28 de fevereiro, após ataques dos EUA e Israel que iniciaram a guerra no Irã.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

Após meses de conflito, os governos dos Estados Unidos e Irã firmaram um memorando de entendimento em junho, que previa um cessar-fogo de 60 dias, período em que o Estreito de Ormuz seria reaberto gradualmente, enquanto as partes negociariam um acordo para o fim definitivo da guerra.

Na última quarta-feira (8/7), Trump declarou que o “cessar-fogo acabou”, e os países voltaram a trocar ataques.

Os EUA alegam que a decisão pelo fim da trégua foi tomada após o Irã atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Já o Irã nega as acusações e diz que os Estados Unidos violaram os compromissos assumidos durante as negociações.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Pedro Areal.