1 de julho de 2026

Bélgica vence Senegal após drama na prorrogação e decisão polêmica do VAR

Bélgica vence Senegal após drama na prorrogação e decisão polêmica do VAR
Bélgica vence Senegal após drama na prorrogação e decisão polêmica do VAR

A Bélgica precisou sobreviver ao maior teste desde o início da Copa do Mundo para confirmar a classificação às oitavas de final. Nesta quarta-feira (1º/7), em Seattle, a equipe venceu Senegal por 3 a 2 após 120 minutos de uma partida repleta de reviravoltas, intensidade e um desfecho decidido por um pênalti marcado com auxílio do VAR já na reta final da prorrogação.

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Líder do Grupo G na primeira fase, a Bélgica entrou como favorita diante de um Senegal que havia avançado como um dos melhores terceiros colocados. Em campo, porém, o roteiro mostrou uma seleção africana organizada, competitiva e capaz de transformar dificuldades em resistência. Depois de abrir 2 a 0, os senegaleses estiveram muito próximos da classificação, mas sofreram o empate nos minutos finais do tempo regulamentar e acabaram eliminados após a penalidade convertida por Youri Tielemans.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Momento do gol de SenegalReprodução/CazéTV Foto: CazéTV Momento antes de Youri Tielemans marcar o gol de empate da BélgicaReprodução/CazéTV Momento antes de Youri Tielemans bater o pênalti que sacramentou a classificação belgaReprodução/CazéTV

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Senegal confirma força competitiva e leva vantagem
Mesmo diante de uma seleção recheada de jogadores experientes, Senegal repetiu características que marcaram sua campanha na Copa. Compacto defensivamente, veloz nas transições e agressivo quando encontrava espaços, o time africano conseguiu neutralizar boa parte das ações ofensivas belgas durante grande parte da partida.

Depois de um primeiro tempo equilibrado, Ismaïla Sarr abriu o placar logo no início da etapa final, aproveitando passe em profundidade de Moussa Niakhaté. O segundo gol ampliou ainda mais o cenário favorável aos africanos e aumentou a pressão sobre uma Bélgica que pouco conseguia transformar posse de bola em chances claras.

A equipe comandada por Pape Thiaw administrava a vantagem com organização tática e explorava os contra-ataques, enquanto a Bélgica buscava alternativas com mudanças promovidas ao longo do segundo tempo.

Bélgica reage quando parecia perto da eliminação
A reta final mudou completamente o panorama do confronto. Aos 85 minutos, Romelu Lukaku diminuiu o placar após cruzamento de Thomas Meunier. Três minutos depois, Tielemans apareceu na área para empatar de cabeça e levar a decisão para a prorrogação.

Mesmo após sofrer o empate, Senegal voltou a competir em igualdade durante o tempo extra, mantendo intensidade física e criando oportunidades para retomar a vantagem. A partida caminhava para a disputa por pênaltis até que, aos 116 minutos, Tielemans caiu dentro da área após disputa com Lamine Camara.

Inicialmente, o árbitro mandou o jogo seguir, mas foi chamado para revisar o lance no monitor do VAR. Após a análise, assinalou a penalidade máxima.

Revisão do VAR gera debate na reta final
O lance decisivo rapidamente passou a concentrar as atenções após o apito final. Nas imagens da revisão, o contato ocorreu quando Lamine Camara tentava disputar a bola dentro da área. O árbitro interpretou que houve falta suficiente para a marcação do pênalti, decisão confirmada após a revisão em vídeo.

Pelas orientações das Regras do Jogo da IFAB, um carrinho ou tentativa de desarme que atinja o adversário de maneira considerada imprudente pode resultar em falta e pênalti, ainda que haja tentativa de jogar a bola. Ao mesmo tempo, esse tipo de lance costuma gerar diferentes interpretações sobre intensidade, ponto de contato e dinâmica da jogada, fatores que frequentemente alimentam discussões após partidas decisivas.

Tielemans cobrou no ângulo e decretou a vitória belga por 3 a 2.

Campanha de Senegal ganha ainda mais peso
A eliminação encerra uma campanha que foi além do desempenho dentro de campo. Durante a Copa do Mundo, a delegação senegalesa enfrentou uma série de dificuldades logísticas nos Estados Unidos.

Na chegada ao país, imagens dos jogadores sendo submetidos a uma revista de segurança ainda na pista do aeroporto repercutiram internacionalmente. A Federação Senegalesa explicou que o procedimento fazia parte de um protocolo para acelerar o deslocamento da delegação, mas a abordagem gerou questionamentos.

Além disso, restrições migratórias limitaram significativamente a presença de torcedores senegaleses nos estádios. O capitão Kalidou Koulibaly chegou a reclamar publicamente das dificuldades enfrentadas pelos compatriotas para acompanhar a equipe.

Nos bastidores, também surgiram relatos sobre salários atrasados da comissão técnica, além de reclamações envolvendo hospedagem e alimentação durante a competição.

Mesmo diante desse cenário, Senegal construiu uma campanha consistente. A equipe voltou a demonstrar organização coletiva, intensidade física e qualidade técnica, levando uma das seleções mais tradicionais da Europa ao limite em uma partida decidida apenas nos instantes finais da prorrogação.

Bélgica segue viva
A classificação mantém viva a geração belga que, desde 2014, figura entre as protagonistas do futebol internacional. Nomes como Romelu Lukaku, Kevin De Bruyne, Thibaut Courtois e Youri Tielemans voltaram a decidir uma partida eliminatória em um momento de enorme pressão.

Depois de escapar da eliminação ao buscar uma reação improvável e sobreviver a um confronto de 120 minutos, a Bélgica avança às oitavas de final levando consigo uma vitória conquistada nos detalhes e que dificilmente deixará de ser lembrada pelo peso do lance decisivo que definiu o confronto.