O cacique Raoni Metuktire, uma das maiores lideranças indígenas do Brasil e reconhecido internacionalmente pela defesa dos povos originários e da Amazônia, recebeu alta hospitalar na tarde desta quarta-feira (15), após permanecer mais de 20 dias internado no Hospital São Paulo (HSP/Unifesp).
O líder indígena, de 93 anos, havia sido hospitalizado devido a um quadro de obstrução intestinal, desidratação e pneumonia aspirativa. Inicialmente atendido em Mato Grosso, Raoni foi transferido para São Paulo no dia 19 de junho, onde passou a receber tratamento especializado.
No dia seguinte à transferência, os médicos realizaram uma cirurgia para desobstrução intestinal. Durante o procedimento, também foram necessárias intervenções para conter um quadro de hemorragia digestiva.
Após dias de acompanhamento intensivo, Raoni apresentou evolução clínica positiva. Em 6 de julho, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi encaminhado para um quarto de enfermaria, onde continuou a recuperação até receber alta médica nesta quarta-feira.
Histórico recente de internações
Os problemas de saúde do líder indígena começaram ainda em maio deste ano. Na ocasião, ele foi internado em Sinop (MT) devido a uma hérnia crônica, recebendo alta dois dias depois.
Dias mais tarde, voltou a apresentar indisposição e precisou de novo atendimento médico em Peixoto de Azevedo (MT), sendo posteriormente transferido para o Hospital Dois Pinheiros. Em 14 de maio, foi encaminhado diretamente para a UTI por causa de complicações respiratórias.
Após nova recuperação, recebeu alta em 25 de maio. No entanto, em 14 de junho voltou a ser internado após episódios de vômito. Dois dias depois realizou uma endoscopia digestiva alta antes da transferência definitiva para São Paulo.
Referência mundial na defesa dos povos indígenas
Reconhecido internacionalmente, Raoni tornou-se uma das principais vozes em defesa dos povos indígenas e da preservação da Amazônia. Ao longo das últimas décadas, participou de encontros com chefes de Estado, líderes mundiais e organizações ambientais, tornando-se símbolo da luta pelos direitos dos povos originários brasileiros.
Com a alta hospitalar, familiares e apoiadores comemoram a recuperação do líder indígena, que deverá permanecer em acompanhamento médico.


