13 de julho de 2026

Cânceres de sangue podem evoluir sem sintomas por anos, alerta médico

Cânceres de sangue podem evoluir sem sintomas por anos, alerta médico
kjpargeter/Getty Images

O câncer de sangue nem sempre provoca sintomas logo no início. Em alguns casos, especialmente nas doenças de evolução lenta, a pessoa pode conviver por meses ou até anos sem perceber qualquer alteração no organismo.

Por isso, o diagnóstico muitas vezes acontece durante exames de rotina, antes mesmo do aparecimento de sinais clínicos:  identificar alterações precocemente permite definir o melhor momento para o tratamento ou, em algumas situações, apenas acompanhar a evolução do quadro com segurança.

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Exames de rotina ajudam a descobrir o câncer de sangue

O hemograma costuma ser o principal exame capaz de levantar a suspeita de um câncer de sangue. Alterações persistentes na quantidade de glóbulos brancos, linfócitos, plaquetas ou a presença de células imaturas podem indicar a necessidade de investigação por um hematologista.

O hematologista Pedro Neffá, da Oncologia D’Or, em São Paulo, explica que algumas leucemias crônicas evoluem lentamente e podem permanecer silenciosas por bastante tempo.

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do Metrópoles Saúde e Ciência

“Não ter sintomas não significa que a doença não exista. Em muitos casos, ela ainda não está causando alterações perceptíveis, mas já pode ser identificada por exames laboratoriais”, afirma.

Além do hemograma, exames complementares, como imunofenotipagem, testes genéticos e moleculares podem ser necessários para confirmar o diagnóstico e definir o tipo da doença.

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Sintomas de câncer no sangue podem ser discretos

  • Fadiga persistente.
  • Perda de peso sem causa aparente.
  • Febre prolongada.
  • Suor noturno.
  • Infecções frequentes.
  • Sangramentos espontâneos.
  • Hematomas.
  • Aumento de linfonodos e sensação de aumento do abdômen devido ao crescimento do baço.

A hematologista Regiane Geralda Rosa de Sales, do Hospital Anchieta, em Brasília, ressalta que os sinais devem ser valorizados principalmente quando persistem ou aparecem em conjunto.

“Esses sintomas não confirmam um câncer hematológico, mas sua persistência merece avaliação médica para que a causa seja investigada corretamente”, destaca.

Os especialistas lembram que muitas doenças benignas também provocam alterações semelhantes. Por isso, somente uma investigação especializada é capaz de confirmar ou descartar um câncer de sangue.

Diagnóstico precoce melhora o tratamento

O impacto do diagnóstico precoce varia conforme o tipo de câncer de sangue. Nas leucemias agudas, que evoluem rapidamente, iniciar o tratamento antes do surgimento de complicações graves aumenta significativamente as chances de sucesso.

Já nas leucemias crônicas, nem sempre é necessário começar o tratamento logo após o diagnóstico. Em muitos pacientes, o acompanhamento periódico é suficiente até que haja critérios para iniciar a terapia.

A hematologista Adriana Seber, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, reforça que reconhecer a doença cedo pode fazer diferença, principalmente nos casos mais agressivos.

“O diagnóstico preciso, realizado antes de infecções graves ou sangramentos e em centros de referência, aumenta significativamente as chances de cura nas leucemias agudas”, afirma.

Embora não exista recomendação para rastreamento populacional do câncer de sangue, manter consultas médicas regulares e realizar exames quando indicado pode favorecer a identificação precoce de alterações que exigem investigação, permitindo tratamento ou acompanhamento no momento mais adequado.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Bianca Queiroz.