A Comissão de Ética do São Paulo decidiu arquivar a denúncia relacionada ao caso das supostas 171 multas de trânsito envolvendo um veículo do clube. A decisão foi tomada pelo relator Luiz Braga, que entendeu que o pedido de abertura do processo foi apresentado fora do prazo e não reunia elementos suficientes para dar continuidade à apuração.
Com isso, a denúncia foi encerrada no âmbito da Comissão de Ética. O caso, porém, não é o único envolvendo o conselheiro Olten Ayres, que continua respondendo a outro procedimento interno por suposta gestão temerária. Esse processo segue em tramitação, ainda não teve audiência marcada e, no momento, está sem relator definido.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Presidente do São Paulo Julio CasaresReprodução/Instagram: @sãopaulofc Estádio MorumbisCrédito Internet Reprodução
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Por que a denúncia foi arquivada?
Na decisão, o relator Luiz Braga concluiu que a representação foi protocolada fora do prazo previsto pelas normas internas do clube. Além disso, avaliou que o documento não apresentava elementos mínimos que justificassem a abertura de um processo disciplinar. Com esse entendimento, a Comissão de Ética decidiu arquivar a denúncia referente ao caso das supostas 171 multas.
Decisão gera questionamentos entre conselheiros:
O arquivamento provocou reações nos bastidores do Conselho Deliberativo do São Paulo. Parte dos conselheiros questionou a participação de Luiz Braga no caso por ele integrar a chapa de candidatos ao cargo de conselheiro vitalício apoiada pelo grupo político de Olten Ayres.
Segundo esses integrantes, a ligação poderia representar um potencial conflito de interesses na condução do processo. Apesar dos questionamentos, a decisão foi mantida.
Comissão passou por mudanças antes da decisão:
O arquivamento ocorreu poucos dias após mudanças na composição da Comissão de Ética. Na última sexta-feira (3/7), Olten Ayres destituiu Antonio Maria Patino da presidência do colegiado e também retirou Marcelo Gatto da função de relator do processo que apura a suposta gestão temerária.
Com as alterações, Mário Braga assumiu a presidência da Comissão de Ética, enquanto Fábio Azambuja passou a integrar o colegiado no lugar de Marcelo Gatto.
O outro procedimento envolvendo Olten Ayres será redistribuído a um novo relator, que ainda não foi definido. Até o momento, também não há previsão para a realização da audiência sobre o caso.



