A investigação que culminou na denúncia contra Deolane Bezerra por suposta lavagem de dinheiro revela que o nome da influenciadora já era acompanhado pelas autoridades desde 2014. Segundo fontes ligadas à apuração ouvidas pelo portal LeoDias, o interesse inicial surgiu em razão de seu relacionamento com um integrante da facção criminosa PCC, considerado um dos alvos das investigações.
De acordo com essas fontes, durante esse relacionamento Deolane adotou Giliard Vidal dos Santos. Ainda segundo os investigadores, ela constava como acompanhante do então companheiro nos registros analisados durante a apuração.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Deolane BezerraCrédito: Reprodução Globo Deolane BezerraFoto: Van Campos/AgNews Deolane BezerraReprodução: Instagram/@deolane Deolane Bezerra, influenciadora digital e advogadaCrédito: Reprodução Instagram Deolane Bezerra (Foto: Reprodução/Instagram)
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As informações obtidas pelo portal indicam que, ainda em 2014, Deolane passou a exercer a advocacia. Após o fim desse primeiro relacionamento, ela teria iniciado um novo relacionamento com outro integrante apontado pelas autoridades como membro da mesma organização criminosa, circunstância que, segundo as fontes, manteve seu nome no radar dos investigadores.
Repasses financeiros
A investigação também sustenta que Deolane teria recebido valores provenientes de um operador financeiro ligado ao esquema investigado. Conforme consta nos autos, a acusação afirma que recursos desviados de uma transportadora eram posteriormente destinados à influenciadora. Essa é uma das hipóteses utilizadas pelo Ministério Público para fundamentar a denúncia apresentada no processo.
Outro dado levantado durante a investigação diz respeito ao crescimento patrimonial de Deolane após ganhar projeção nacional em razão de seu relacionamento com MC Kevin. Segundo pessoas que acompanham o caso, os investigadores passaram a acompanhar com mais intensidade sua movimentação financeira a partir do aumento expressivo de sua exposição pública, diante da expectativa de que sua popularidade impulsionasse novos negócios e receitas.
Ainda de acordo com fontes da investigação, em um intervalo de aproximadamente quatro meses teriam passado cerca de R$ 140 milhões por contas vinculadas à influenciadora, enquanto os rendimentos declarados no período girariam em torno de R$ 600 mil. Essa discrepância integra uma das linhas de investigação analisadas pelas autoridades.
Deo Beauty entrou na investigação
Os documentos do processo também mencionam a marca de cosméticos Deo Beauty, empresa que, segundo apurou o portal LeoDias, pertence a Deolane Bezerra e a Giliard Vidal dos Santos.
No processo, há referência a um crédito de aproximadamente R$ 475 mil proveniente de um aplicativo de e-commerce. Conforme fontes ligadas à investigação, quando essa movimentação foi identificada, em 2023, a Polícia Civil ainda não tinha conhecimento da existência da marca de cosméticos.
Segundo essas mesmas fontes, os investigadores chamaram atenção para o fato de não terem localizado, naquele momento da apuração, documentação fiscal correspondente que justificasse a entrada do valor nas contas da empresa. A movimentação passou a integrar as diligências financeiras realizadas no inquérito.
Nos últimos meses, a Deo Beauty expandiu sua atuação comercial, inclusive com a abertura de quiosques em shopping centers.
Na última quarta-feira (1º/07), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou mais uma tentativa da defesa de colocá-la em liberdade. O pedido de habeas corpus, que incluía o apelo para prisão domiciliar em razão de ela ser mãe de uma pré-adolescente, foi negado pelo ministro relator.
A defesa de Deolane Bezerra pode se manifestar sobre os fatos narrados. O espaço permanece aberto para posicionamento.




