17 de julho de 2026

MP apura suposto desvio de função após enfermeiro ser encontrado em obra pública no Acre

Servidor da Saúde de Tarauacá foi localizado durante vistoria do Ministério Público exercendo atividades de construção civil em obra do CAPS.

MP apura suposto desvio de função após enfermeiro ser encontrado em obra pública no Acre
MP investiga suposto desvio de função de enfermeiro em obra pública em Tarauacá.

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um procedimento para investigar um suposto caso de desvio de função envolvendo um enfermeiro da Secretaria Municipal de Saúde de Tarauacá.

Segundo o órgão, o servidor, contratado temporariamente para atuar na área da saúde, foi encontrado realizando serviços de construção civil durante o horário de expediente em uma obra do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município.

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Situação foi constatada durante vistoria

A ocorrência foi registrada durante uma visita técnica conduzida pelo promotor de Justiça Lucas Bruno Iwakami, da Promotoria de Justiça de Tarauacá.

De acordo com o MPAC, durante a inspeção foi constatado que o profissional desempenhava atividades típicas de pedreiro, em desacordo com as atribuições do cargo para o qual foi contratado.

Ministério Público cobra explicações da Prefeitura

Após a constatação, o Ministério Público determinou a intimação do prefeito de Tarauacá e do secretário municipal de Saúde.

Os gestores deverão interromper o suposto desvio de função, providenciar o retorno do servidor às atividades de enfermagem e informar, no prazo de 48 horas, quais medidas foram adotadas.

Além disso, o MPAC quer esclarecer quem autorizou ou determinou que o profissional atuasse na obra.

Caso também será analisado pelo Coren-AC

O Ministério Público comunicou o caso ao Conselho Regional de Enfermagem do Acre (Coren-AC), que poderá adotar as providências cabíveis dentro de sua competência.

Segundo o órgão, a investigação continuará para apurar as circunstâncias do caso, verificar eventual prejuízo à prestação dos serviços de saúde e identificar possíveis responsabilidades administrativas.

Por Allyson Barros