Em publicação nas redes sociais, Célia Rocha utilizou um caso recente de grande repercussão nacional — de um jovem que precisou retirar parte do pulmão após complicações associadas ao uso do cigarro eletrônico — para chamar a atenção sobre os riscos do dispositivo.
Segundo a especialista, o vape não é uma alternativa segura ao cigarro convencional. Ela destaca que o produto contém nicotina em níveis capazes de provocar dependência física e psicológica, além de diversas substâncias tóxicas que podem causar danos ao organismo.
A pneumologista explica que o uso do cigarro eletrônico pode agravar doenças respiratórias preexistentes, como asma, bronquite crônica e enfisema, além de aumentar o risco de pneumonias, lesão pulmonar associada ao vape (EVALI), câncer de pulmão, infarto, trombose e alterações na circulação sanguínea.
Outro ponto destacado pela médica é que pessoas sem histórico de doenças respiratórias também podem desenvolver lesões graves nos pulmões. Em situações mais severas, pode ocorrer necrose do tecido pulmonar, comprometendo de forma permanente a capacidade respiratória.
O alerta ganha ainda mais importância durante a estiagem no Acre, quando a baixa umidade do ar e a fumaça das queimadas já sobrecarregam o sistema respiratório. Para especialistas, a combinação desses fatores com o uso do cigarro eletrônico aumenta significativamente os riscos à saúde.
Ao final da orientação, Célia Rocha recomenda que pessoas que apresentem sintomas como tosse persistente, falta de ar, dor no peito ou dificuldade para respirar procurem atendimento médico imediatamente. A principal recomendação para prevenir complicações continua sendo evitar o uso do cigarro eletrônico.


