O Centro de Comando do Exército dos Estados Unidos (Centcom) informou que realizou uma nova onda de ataques contra o Irã na manhã desta quarta-feira (15/7).
Segundo comunicado, o Exército americano bombardeou sistemas de defesa costeira e locais de armazenamento e lançamento de mísseis de cruzeiro na Ilha de Tunb Maior (Greater Tunb), em estratégica localização próxima ao Estreito de Ormuz. A onda de ataques durou uma hora e 30 minutos.
“Os ataques degradaram ainda mais a capacidade do Irã de atacar a navegação comercial no Estreito de Ormuz”, diz o Comando Central americano.
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Estreito de Ormuz, principal rota de comércio de petróleo do Oriente Médio
Lara Abreu/ Arte Metrópoles2 de 3
Imagem aérea do Estreito de Ormuz
Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 20253 de 3
Seta aponta para a Ilha Tunb Maior, estratégica para operações militares do Irã no Estreito de Ormuz
Google Maps
A Ilha de Tunb Maior é utilizada como local para bases navais e militares do Irã e para monitoramento da navegação na região.
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— U.S. Central Command (@CENTCOM) July 15, 2026
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do Metrópoles
Fim da trégua e disputa por Ormuz
Desde a semana passada, os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irã, após declarar o cessar-fogo entre os países encerrado, que vinha desde 17 de junho.
Em retaliação, o Irã tem alvejado bases militares americanas em países do Golfo, como Kuwait, Bahrein, Catar e Jordânia.
O fim da trégua também reacendeu a disputa pelo Estreito de Ormuz, importante via marítima para o comércio de petróleo do Oriente Médio. O governo dos EUA afirma que irá tomar o controle da hidrovia e retomou o bloqueio naval contra navios ligados ao Irã.
Inicialmente, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que iria impor uma taxa de 20% sobre a carga de navios que passassem pelo canal sob supervisão dos EUA. Um dia depois, recuou desta intenção afirmando que a substituiu por promessas de investimentos de países do Golfo aos Estados Unidos.
Já o Irã afirma que mantém o controle do Estreito de Ormuz e responderá militarmente a qualquer ação do Exército americano. O chanceler iraniano Abbas Araghchi ironizou Trump e insinuou que o Irã é que pretende cobrar um pedágio para a travessia pela rota. Autoridades iraianas, após o início da guerra, afirmaram diversas vezes que a navegação na via não voltará a ser como antes.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Pedro Areal.


