15 de julho de 2026

Fabi Bang analisa mudança drástica em Wicked com novo figurino: “Mensagem sombria”

Fabi Bang analisa mudança drástica em Wicked com novo figurino: “Mensagem sombria”

Exclusivo Fabi Bang analisa mudança drástica em Wicked com novo figurino: “Mensagem sombria”

Chegada do musical ao Rio pela primeira vez traz mudança que já gera debate entre os fãs

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Fabi Bang como Glinda em “Wicked” (Portal LeoDias)

Diretamente de Lebloz, Glinda, a Boa – ou melhor, Fabi Bang -, conversou com exclusividade com a repórter Daniella Magalhães, do portal LeoDias, sobre a estreia de “Wicked” ao Rio de Janeiro. O musical da Broadway chega à cidade com uma mudança drástica em um dos principais figurinos da personagem, assunto que também foi comentado pela atriz: “A mensagem política é dura, triste e sombria”.

Fabi sempre fez questão de levar seu carioquês para Glinda, ao longo dos 10 anos em que interpreta a personagem. Ao representar o papel em sua terra natal, o sentimento se aflora: “Sem dúvida nenhuma ela [Glinda] é uma Garota de Ipanema e gosta de se exibir, desfilar e trazer a pura essência feminina e alma carioca que a gente gosta de defender sempre!”.

Veja as fotos

Myra Ruiz como Elphaba em “Wicked”Portal LeoDias Baccic e Arizio Magalhães como o Mágico de Oz e Dr. Dillamond em “Wicked”Portal LeoDias Karin Hils como Madame Morrible em “Wicked”Portal LeoDias Myra Ruiz e Fabi Bang revezarão papel de Fiona no musical de “Shrek”Divulgação Fabi Bang como Glinda em “Wicked”Portal LeoDias

(ALERTA DE SPOILER!!!)

Durante a coletiva de imprensa de “Wicked”, Carlo Cavalcanti, Presendente do Instituto Artium de Cultura, responsável pelo musical no Brasil, revelou que a equipe levou mais de um ano planejando e testando a possibilidade de trocar o figurino da personagem logo no início do segundo ato, durante o noivado de Glinda e Fiyero. Ele explicou como a decisão foi tomada para se adequar mais à passagem do tempo e as mudanças que todos viveram.

“As coisas que estão no palco, que vestem uma atriz, não são só pra ela estar bonita, pra vesti-la para ficar bonita. Em 2025, a gente queria (essa mudança), mas o vestido… Não sabiamos se ia dar tempo da troca, se valia o risco, e vimos que valia sim, e é necessário! (Entre o 1° e 2° ato) Já se passaram três anos, a Glinda é a cara do regime, ela vendeu a alma pro diabo”, explicou ele.

Para Fabi, esse impacto de adotar um traje militar é necessário para a construção da personagem, apesar de reconhecer que a decisão gera debates entre os fãs: “Não é uma escolha minha, é da direção do espetáculo. Existe um ponto de vista que precisa ser levado em consideração: o nosso espetáculo é didático também. Eu sei que isso divide opiniões e vai ser sempre polêmico”.

A artista fez uma análise completa sobre como as roupas da Bruxa Boa impactam na imagem que ela precisa transmitir, não somente diante do público do teatro, mas principalmente para o povo de Oz, deixando a narrativa da peça mais completa.

“Quando a Glinda, que é essa feminilidade, esse apuro estético tão presente, assume uma farda, é quando realmente a trajetória política ganha a gravidade que merece ser encarada. Ali é quase mostrando pra população de Oz – e pro público – que a coisa ficou feia. A mensagem política é dura, triste e sombria. Pensando por este lado é onde e como a gente conseguiu trazer a gravidade da trajetória política dessa personagem”, finalizou Fabi, que estreia nesta quarta-feira (15/7) na pele de Glinda, na estreia do musical no Rio de Janeiro, ao lado de Myra Ruiz, que representa Elphaba.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Daniella Magalhães.