Exclusivo Fabi Bang analisa mudança drástica em Wicked com novo figurino: “Mensagem sombria”
Chegada do musical ao Rio pela primeira vez traz mudança que já gera debate entre os fãs
Fabi Bang como Glinda em “Wicked” (Portal LeoDias)
Diretamente de Lebloz, Glinda, a Boa – ou melhor, Fabi Bang -, conversou com exclusividade com a repórter Daniella Magalhães, do portal LeoDias, sobre a estreia de “Wicked” ao Rio de Janeiro. O musical da Broadway chega à cidade com uma mudança drástica em um dos principais figurinos da personagem, assunto que também foi comentado pela atriz: “A mensagem política é dura, triste e sombria”.
Fabi sempre fez questão de levar seu carioquês para Glinda, ao longo dos 10 anos em que interpreta a personagem. Ao representar o papel em sua terra natal, o sentimento se aflora: “Sem dúvida nenhuma ela [Glinda] é uma Garota de Ipanema e gosta de se exibir, desfilar e trazer a pura essência feminina e alma carioca que a gente gosta de defender sempre!”.
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Myra Ruiz como Elphaba em “Wicked”Portal LeoDias Baccic e Arizio Magalhães como o Mágico de Oz e Dr. Dillamond em “Wicked”Portal LeoDias Karin Hils como Madame Morrible em “Wicked”Portal LeoDias Myra Ruiz e Fabi Bang revezarão papel de Fiona no musical de “Shrek”Divulgação Fabi Bang como Glinda em “Wicked”Portal LeoDias
(ALERTA DE SPOILER!!!)
Durante a coletiva de imprensa de “Wicked”, Carlo Cavalcanti, Presendente do Instituto Artium de Cultura, responsável pelo musical no Brasil, revelou que a equipe levou mais de um ano planejando e testando a possibilidade de trocar o figurino da personagem logo no início do segundo ato, durante o noivado de Glinda e Fiyero. Ele explicou como a decisão foi tomada para se adequar mais à passagem do tempo e as mudanças que todos viveram.
“As coisas que estão no palco, que vestem uma atriz, não são só pra ela estar bonita, pra vesti-la para ficar bonita. Em 2025, a gente queria (essa mudança), mas o vestido… Não sabiamos se ia dar tempo da troca, se valia o risco, e vimos que valia sim, e é necessário! (Entre o 1° e 2° ato) Já se passaram três anos, a Glinda é a cara do regime, ela vendeu a alma pro diabo”, explicou ele.
Para Fabi, esse impacto de adotar um traje militar é necessário para a construção da personagem, apesar de reconhecer que a decisão gera debates entre os fãs: “Não é uma escolha minha, é da direção do espetáculo. Existe um ponto de vista que precisa ser levado em consideração: o nosso espetáculo é didático também. Eu sei que isso divide opiniões e vai ser sempre polêmico”.
A artista fez uma análise completa sobre como as roupas da Bruxa Boa impactam na imagem que ela precisa transmitir, não somente diante do público do teatro, mas principalmente para o povo de Oz, deixando a narrativa da peça mais completa.
“Quando a Glinda, que é essa feminilidade, esse apuro estético tão presente, assume uma farda, é quando realmente a trajetória política ganha a gravidade que merece ser encarada. Ali é quase mostrando pra população de Oz – e pro público – que a coisa ficou feia. A mensagem política é dura, triste e sombria. Pensando por este lado é onde e como a gente conseguiu trazer a gravidade da trajetória política dessa personagem”, finalizou Fabi, que estreia nesta quarta-feira (15/7) na pele de Glinda, na estreia do musical no Rio de Janeiro, ao lado de Myra Ruiz, que representa Elphaba.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Daniella Magalhães.


