O governo federal reconhece que os Estados Unidos também deverão impor uma tarifa adicional aos produtos brasileiros devido à investigação sobre trabalho forçado. A taxa, de 12,5%, deve ser anunciada na sexta-feira que vem (24/7). A dúvida é se a tarifa será cumulativa com os 25% já anunciados pelo governo norte-americano.
“Aí nós vamos ficar sabendo se vai ser cumulativo ou não. Se vamos ter 25% mais 12,5% ou se vamos ter exclusão”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (16/7).
“A expectativa é que virá para todos. Essa Seção 301 do trabalho forçado os EUA criaram para substituir aqueles 10% que vão acabar na semana que vem”, completou.
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A investigação foi aberta em março deste ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e propõem a imposição de tarifas de até 12,5% sobre produtos do Brasil e de outros mais de 60 países, sob a alegação de que esses governos não combatem adequadamente o trabalho forçado em suas cadeias produtivas.
De acordo com o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), países que “impõem uma proibição à importação de produtos provenientes de trabalho forçado, que se comprometeram a impor e a fazer cumprir tal proibição por meio de um Acordo sobre Comércio Recíproco, ou para as economias que impuseram um regime parcial com o efeito de impedir a importação de certos produtos provenientes de trabalho forçado, foi proposto 10% de taxas.
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do Metrópoles
Novo tarifaço
O governo federal estima que o novo tarifaço dos Estados Unidos deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias, em relação ao período de 2024, os números correspondem a US$ 7,4 bilhões.
“Com essa nova tarifa, nós vamos ter cerca de 18% das nossas exportações atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões, isso considerando o período de 2024. Se considerarmos 2025, já com as tarifas, cai para 15%”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Thays Martins.


