Belo Horizonte – Os profissionais técnico-administrativos em Educação (TAE) de instituições federais mineiras encerraram uma paralisação que durou quatro meses. Os técnicos voltaram ao trabalho nesta segunda-feira (13/7). A decisão foi tomada em uma assembleia virtual com mais de 650 participantes.
As instituições federais mineiras são: Hospital das Clínicas (HC-UFMG), Centro Federal de Educação Tecnólogica (Cefet-MG), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) mantiveram os serviços essenciais funcionando de forma escalonada durante esse período. Os profissionais do Cefet-MG já haviam saído da greve, em maio.
Conquistas da categoria
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes-MG), a categoria conquistou o “Reconhecimento de Saberes e Competência, (RSC), aceleração dos aposentados e pensionista, a instalação dos grupos de trabalho (incluíndo os prazos para entrega dos resultados), além da compensação da greve via atividades represadas”, cita nota.
A negociação com o Governo Federal resultou em avanços significativos para a categoria, condicionados pelo Ministério da Educação (MEC) ao fim da greve, segundo Cristina del Papa, coordenadora geral do Sindifes-MG.
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do Metrópoles
Pontos principais da negociação
- Valorização profissional: A criação do RSC permite que o conhecimento prático seja valorizado financeiramente de forma equivalente a títulos acadêmicos
- Progressão de carreira: Implementação de aceleração para aposentados e pensionistas com paridade, retroativa a janeiro de 2025
- Jornada de trabalho: Avanço nas discussões para estabelecer 30 horas semanais e soluções para plantões específicos de vigilanes e servidores hospitalares
- Democratização institucional: Fim da “lista tríplice” para escolha de reitores e a criação de um grupo de trabalho para implementar o voto paritário (33,33% para docentes, técnicos e alunos) nas eleições internas
- Saúde e segurança:Revisão de legislações obsoletas de 1978 sobre insalubridade e periculosidade em laboratórios, além de novos debates sobre saúde mental
De acordo com a coordenadora do Sindifes-MG, Cristina del Papa, a greve garantiu o cumprimento e conquista das demandas da categoria.
“A greve foi fundamental para garantir o cumprimento de pontos previstos no Termo de Acordo de 2024 que ainda não haviam sido implementados, especialmente aqueles de responsabilidade do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.”, disse a coordenadora.
O impacto no HC-UFMG foi de apenas reagendamento de algumas cirurgias. Segundo o Hospital informou não houve cancelamentos cancelamento.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Elanilza Carneiro.


