Helicópteros que colidiram no RJ tinham planos de voo coincidentes e um estava fora do radar
A aeronave que transportava o artista norte-americano Oliver Tree e outras quatro pessoas não foi detectada pelos radares do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB)
(Reprodução)
O relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou que os dois helicópteros que colidiram no dia 14 de junho, no Rio de Janeiro, voavam em rotas coincidentes. O acidente matou todas as seis pessoas que estavam a bordo das aeronaves: o piloto de uma delas e outras cinco na segunda, entre elas o cantor norte-americano Oliver Tree e o influenciador argentino Gaspi.
Segundo o CENIPA, ambas as aeronaves apresentavam planos de voo utilizando as Rotas Especiais de Helicópteros (REH) Praia e Grota em níveis coincidentes. O relatório também revelou que o helicóptero de prefixo PP-MAC, onde estavam o artista norte-americano e outros quatro ocupantes, não foi detectado pelos radares do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).
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Bombeiros foram acionados no casoDivulgação: CBMERJ Bombeiros foram acionados no casoDivulgação: CBMERJ Estados dos carros após a colisão no acidente que matou Oliver Tree e mais cinco pessoasDivulgação: CBMERJ Imagens mostram momento da queda de um dos helicópteros no Rio de JaneiroReprodução: CBMERJ Acidente no Rio deixou seis mortosReprodução: Redes Sociais
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A outra aeronave, de matrícula PR-DJJ, permaneceu visível aos radares até o momento da colisão e voava a 200 km/h, a 244 metros de altitude (108 nós e 800 pés). Ainda de acordo com o documento, nenhum dos helicópteros possuía gravador de dados de voo (FDR) ou gravador de voz da cabine (CVR), conhecidos como “caixa-preta”.
O piloto Charles Marsillac estava sozinho na aeronave PR-DJJ, que decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, com destino a Guaratiba, na Zona Oeste. O helicóptero caiu com o trem de pouso voltado para cima, e ele morreu preso às ferragens. Já o PP-MAC era pilotado pelo comandante Alexandre Souza e transportava quatro passageiros: Lucas Frota, Gaspar Prim, Oliver Tree e Lucas Vignale. A aeronave explodiu após cair sobre um estacionamento de carros elétricos, provocando um incêndio que atingiu mais de 20 veículos.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Letícia Campos.


