9 de julho de 2026

Hostilizada, diarista que matou casal de idosos participa de reconstituição em BH

Hostilizada, diarista que matou casal de idosos participa de reconstituição em BH
Hostilizada, diarista que matou casal de idosos participa de reconstituição em BH

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, participou nesta quarta-feira (8) da reconstituição da morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte. A investigada, que confessou o duplo homicídio, voltou ao apartamento onde o crime aconteceu para detalhar aos policiais como os fatos ocorreram.

Escoltada por agentes da Polícia Penal, Paola chegou ao prédio localizado no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital mineira, sob forte esquema de segurança. A movimentação atraiu moradores e curiosos, que passaram a xingá-la durante a entrada e também na saída do edifício, com gritos de protesto e pedidos de justiça.

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A reprodução simulada é considerada uma etapa fundamental da investigação. Segundo o delegado Gustavo Barletta, responsável pelo caso, o objetivo é reconstruir a dinâmica do crime e confrontar o relato da investigada com os vestígios encontrados pela perícia no apartamento, verificando se a versão apresentada é compatível com as provas reunidas até agora.

Antes da reconstituição, a Polícia Civil retornou ao imóvel para realizar novas perícias e utilizou luminol, substância capaz de identificar vestígios de sangue, na tentativa de localizar a faca usada no crime. A investigação também busca esclarecer pontos ainda considerados obscuros, como a sequência exata dos ataques e se houve participação de terceiros.

Paola foi presa na noite de 1º de julho e confessou o duplo homicídio. De acordo com a investigação, ela trabalhava como diarista no apartamento das vítimas e é suspeita de ter dopado o casal antes de cometer o crime e fugir levando joias, relógios, celulares e outros objetos de valor. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho das vítimas.

Após a reconstituição, a defesa afirmou que o procedimento foi emocionalmente difícil para a investigada e que houve diversas interrupções durante a reprodução dos fatos. Segundo o advogado, a diligência também servirá para esclarecer aspectos que, na visão da defesa, não ocorreram durante o crime.