14 de julho de 2026

Interior de São Paulo registra 10 mortes por febre maculosa neste ano

Interior de São Paulo registra 10 mortes por febre maculosa neste ano
Getty Images

Um balanço da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo (SES-SP) revela que, até 2 de julho, o estado contabilizou 11 casos e dez mortes por febre maculosa. Os casos foram registrados nas cidades de Piracicaba, Campinas, Sorocaba, Santo André e São José dos Campos.

Os municípios que mais apresentaram óbitos foram Piracicaba (com 3 registros) e Sorocaba (com 3 registros), seguidos, respectivamente, de Campinas, Santo André e São José dos Campos.

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Além disso, o Grupo de Vigilância Epidemiológica de Campinas, ao qual o município de Americana pertence, também chegou a registrar três casos e dois óbitos pela doença, também no mesmo período do balanço realizado pela secretaria.

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A febre maculosa é é uma doença infecciosa e febril aguda causada pela bactéria Rickettsia, transmitida por carrapatos como o “carrapato-estrela”, “carrapato-de-cavalo” ou “rodoleiro”, muitas vezes presentes em capivaras, equinos, cães, gatos e em áreas com vegetação. O tempo de incubação é de 2 a 14 dias.

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Confira os principais sintomas, segundo a SES:

  • 1 a 2 dias: Febre alta de início abrupto, dor de cabeça, mialgia e mal-estar
  • 2 a 4 dias: Erupção cutânea macular (manchas descoloridas na pele e lesões elevadas); dor abdominal, tosse, náusea e vômito; edema periorbital e periférico (inchaço nos olhos e nas extremidades do corpo, como pés)
  • 5 a 7 dias: Febre igual ou menor a 40°C; agravamento do estado respiratório e da dor abdominal; erupção cutânea se torna petequial (manchas puntiformes) e em maior quantidade
  • 7 a 9 dias: Erupção cutânea se tornam coalescentes (se unem, formando placa única e contínua); necrose dos dedos levando à gangrena periférica; choque séptico; miocardite e arritmias cardíacas; insuficiência renal; edema pulmonar e edema cerebral.

Como forma de prevenção, é recomendado evitar áreas infestadas de carrapatos, utilizar botas e calças compridas ao circular em regiões que podem estar infectadas e verificar a pele para remover carrapatos imediatamente, mas sem esmagá-los com as unhas. Em caso de sintomas, é essencial que procure um médico e o informe do possível contato com transmissores da doença. Quando antes iniciar o tratamento, mais altas são as chances de cura.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Nicole Braga.