Um balanço da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo (SES-SP) revela que, até 2 de julho, o estado contabilizou 11 casos e dez mortes por febre maculosa. Os casos foram registrados nas cidades de Piracicaba, Campinas, Sorocaba, Santo André e São José dos Campos.
Os municípios que mais apresentaram óbitos foram Piracicaba (com 3 registros) e Sorocaba (com 3 registros), seguidos, respectivamente, de Campinas, Santo André e São José dos Campos.
Além disso, o Grupo de Vigilância Epidemiológica de Campinas, ao qual o município de Americana pertence, também chegou a registrar três casos e dois óbitos pela doença, também no mesmo período do balanço realizado pela secretaria.
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A febre maculosa é é uma doença infecciosa e febril aguda causada pela bactéria Rickettsia, transmitida por carrapatos como o “carrapato-estrela”, “carrapato-de-cavalo” ou “rodoleiro”, muitas vezes presentes em capivaras, equinos, cães, gatos e em áreas com vegetação. O tempo de incubação é de 2 a 14 dias.
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Confira os principais sintomas, segundo a SES:
- 1 a 2 dias: Febre alta de início abrupto, dor de cabeça, mialgia e mal-estar
- 2 a 4 dias: Erupção cutânea macular (manchas descoloridas na pele e lesões elevadas); dor abdominal, tosse, náusea e vômito; edema periorbital e periférico (inchaço nos olhos e nas extremidades do corpo, como pés)
- 5 a 7 dias: Febre igual ou menor a 40°C; agravamento do estado respiratório e da dor abdominal; erupção cutânea se torna petequial (manchas puntiformes) e em maior quantidade
- 7 a 9 dias: Erupção cutânea se tornam coalescentes (se unem, formando placa única e contínua); necrose dos dedos levando à gangrena periférica; choque séptico; miocardite e arritmias cardíacas; insuficiência renal; edema pulmonar e edema cerebral.
Como forma de prevenção, é recomendado evitar áreas infestadas de carrapatos, utilizar botas e calças compridas ao circular em regiões que podem estar infectadas e verificar a pele para remover carrapatos imediatamente, mas sem esmagá-los com as unhas. Em caso de sintomas, é essencial que procure um médico e o informe do possível contato com transmissores da doença. Quando antes iniciar o tratamento, mais altas são as chances de cura.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Nicole Braga.


