2 de julho de 2026

Lula critica família Bolsonaro e diz que Brasil ‘não está à venda’

Lula critica família Bolsonaro e diz que Brasil ‘não está à venda’
Foto: Ricardo Stuckert / PR • Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quinta-feira (2) a família Bolsonaro após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitar ao governo dos Estados Unidos a suspensão das tarifas anunciadas contra produtos brasileiros.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que defender o adiamento das tarifas para depois das eleições representa uma atitude de “traidores da Pátria” e reforçou que o Brasil não está à venda.

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“Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois. Nossa Pátria não está à venda. Nossa soberania é inegociável. O Brasil é dos brasileiros”, escreveu o presidente.

Na mesma publicação, Lula também afirmou ser “inaceitável” qualquer tentativa de submeter os interesses brasileiros aos Estados Unidos.

“É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”, declarou.

Carta enviada aos Estados Unidos

A manifestação do presidente ocorreu após Flávio Bolsonaro encaminhar uma carta ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

No documento, o senador pede a suspensão da proposta de taxação e a abertura de negociações bilaterais entre os dois países nas áreas afetadas pelas medidas comerciais.

Segundo Flávio, a aplicação das tarifas neste momento beneficiaria politicamente o governo federal.

“As tarifas propostas proporcionariam ao atual governo brasileiro exatamente a vitória política que ele vem arquitetando, ao mesmo tempo em que puniriam a economia americana e os próprios brasileiros que buscam uma relação mutuamente benéfica com os Estados Unidos”, afirma um trecho da carta.

O senador também argumenta que as medidas acabariam favorecendo aqueles que, segundo ele, deveriam ser punidos.

A troca de declarações ocorre em meio ao debate sobre as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e amplia o embate político entre o governo federal e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.