Depois de ganhar espaço entre os carros de passeio, as montadoras chinesas voltaram suas atenções para um novo mercado no Brasil: o de veículos comerciais leves usados na logística de última milha, responsável pelas entregas urbanas de compras feitas pela internet.
O segmento engloba vans, furgões e caminhões leves que fazem o transporte entre centros de distribuição, lojas e consumidores finais. Com o avanço do comércio eletrônico, esse mercado passou a ser considerado estratégico pelas fabricantes.
Mercado cresce com avanço das entregas
Segundo projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce brasileiro deve movimentar cerca de R$ 259 bilhões em 2026, com mais de 460 milhões de pedidos ao longo do ano. Esse crescimento aumenta a necessidade de renovação das frotas utilizadas por transportadoras e operadores logísticos.
É justamente nesse cenário que marcas chinesas como Foton, BYD e JAC Caminhões intensificam seus investimentos em modelos elétricos voltados às entregas urbanas.
Segmento é dominado por marcas tradicionais
Atualmente, o mercado brasileiro de vans é liderado por fabricantes como Fiat, Citroën, Peugeot e Renault, que oferecem modelos amplamente utilizados por empresas de logística.
A chegada das chinesas promete aumentar a concorrência, especialmente por meio de veículos elétricos com diferentes capacidades de carga e foco na redução dos custos operacionais.
Pós-venda será decisivo
Especialistas avaliam que, nesse segmento, preço e tecnologia não são suficientes para conquistar clientes.
Como esses veículos são ferramentas de trabalho, fatores como disponibilidade de peças, assistência técnica, facilidade de financiamento e rapidez na manutenção terão peso decisivo para o sucesso das novas fabricantes no país.
Fenatran deve marcar nova fase
A expectativa é que a Fenatran 2026, maior feira de transporte rodoviário da América Latina, seja um marco para essa disputa.
Das 13 montadoras confirmadas para o evento, seis são chinesas, evidenciando o crescimento da presença asiática no mercado brasileiro de veículos comerciais.
Por Allyson Barros


