Morre Renato Machado, ícone do telejornalismo brasileiro, aos 83 anos
Ex-apresentador do “Bom Dia Brasil” estava internado no Rio de Janeiro
Renato Machado (Reprodução: Globo)
Renato Machado, um dos profissionais mais respeitados da história do telejornalismo brasileiro, morreu nesta quinta-feira (16/7), aos 83 anos. Segundo informações divulgadas pelo portal G1, o jornalista estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Até o momento, a causa da morte não foi informada.
Conhecido principalmente pelo período à frente do “Bom Dia Brasil”, Renato construiu uma carreira de mais de 40 anos na Globo. Na emissora, também apresentou o “Jornal da Globo” e o “RJTV”, participou da bancada do “Jornal Nacional” e trabalhou como repórter especial e correspondente fora do país.
Veja as fotos
O jornalista Renato MachadoReprodução: Globo Renato Machado em famíliaReprodução: Instagram/@m.eduardamachado Renato Machado era fã de vinhosReprodução: Instagram/@m.eduardamachado Renato Machado e a filha, Maria Eduarda MachadoReprodução: Instagram/@m.eduardamachado Cobertura de Renato Machado em Londres sobre a repercussão do fim da Guerra das MalvinasReprodução: Globo/Arquivo
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A relação com o jornalismo começou em 1969, quando ele entrou no “Jornal do Brasil” como repórter. Em 1982, passou a integrar a equipe da Globo e logo esteve envolvido em uma de suas primeiras coberturas de grande repercussão: a Guerra das Malvinas.
No ano seguinte, Renato mudou-se para Londres como correspondente internacional. Durante a experiência na Europa, acompanhou acontecimentos que mobilizaram o mundo, entre eles o acidente nuclear de Chernobyl e os atentados registrados em Paris em 1986.
Após voltar ao Brasil, em 1988, assumiu a função de repórter especial. Anos mais tarde, iniciou o trabalho que se tornaria um dos capítulos mais lembrados de sua trajetória na televisão.
De 1996 a 2010, Renato Machado comandou e ocupou a chefia de edição do “Bom Dia Brasil”. Primeiro ao lado de Leilane Neubarth e, depois, de Renata Vasconcellos, participou de mudanças importantes na estrutura do jornal.
Em 2011, Renato voltou a morar em Londres para uma nova temporada como correspondente da Globo. De lá, participou da cobertura de episódios como a crise econômica da Grécia e os ataques contra o jornal francês Charlie Hebdo, em 2015. Ele também produziu reportagens relacionadas a Nelson Mandela.
Além das notícias internacionais, o jornalista aproveitou a passagem pela Europa para abordar um tema pelo qual nutria grande interesse: o universo dos vinhos. Em 2014, realizou uma série especial na Provença, região francesa conhecida pela produção da bebida. Mesmo nos últimos anos, ele continuou dividindo nas redes sociais conteúdos e curiosidades sobre o tema. O interesse pela enologia, ciência que estuda o vinho, tornou-se uma das marcas pessoais do comunicador fora das bancadas dos telejornais.
Renato Machado deixa a esposa, Mônica Morel, e a filha, a atriz Maria Eduarda Machado.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Heloísa Cipriano.


