17 de julho de 2026

Defesa Civil alerta para risco de nova crise hídrica com queda do Rio Acre

Nível do Rio Acre chega a 2,46 metros em Rio Branco e especialistas acompanham a estiagem diante da possibilidade de um novo período crítico nos próximos meses.

Defesa Civil alerta para risco de nova crise hídrica com queda do Rio Acre
Rio Acre apresenta redução no nível durante a estiagem em Rio Branco.

O avanço da estiagem no Acre já começa a refletir diretamente no nível do Rio Acre, aumentando a preocupação das autoridades com uma possível crise hídrica nos próximos meses.

Segundo boletim divulgado pela Defesa Civil de Rio Branco nesta sexta-feira (17), o manancial atingiu 2,46 metros, permanecendo pouco mais de um metro acima da cota considerada crítica, estabelecida em 1,5 metro.

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Defesa Civil acompanha evolução da estiagem

Em entrevista, o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que, embora o nível atual ainda esteja distante da mínima histórica, o cenário requer acompanhamento constante.

Segundo ele, a menor marca já registrada no Rio Acre foi de 1,23 metro, em setembro de 2024.

“Hoje estamos com pouco mais de 2 metros, quase 2,5 metros, mas ainda estamos em julho. Aquele recorde ocorreu apenas em setembro. Ainda temos aproximadamente um metro de diferença”, afirmou.

Cota crítica pode provocar impactos antes de recordes

O coordenador destacou que não é necessário atingir um novo recorde de baixa para que a situação se torne preocupante.

De acordo com Falcão, quando o rio fica abaixo de 1,5 metro, já podem surgir dificuldades relacionadas ao abastecimento, à navegação e ao acesso às comunidades ribeirinhas.

“Podemos chegar novamente à marca histórica? Podemos. Mas nem precisa chegar ao recorde para a situação ficar muito ruim. Abaixo de um metro e meio já é considerado crítico”, explicou.

Governo criou gabinete para enfrentar a estiagem

Diante da possibilidade de uma seca severa em 2026, o Governo do Acre instituiu o Gabinete de Crise Hídrica, responsável por coordenar ações de prevenção e resposta aos impactos da estiagem.

Entre as atribuições do grupo estão:

  • monitorar os níveis dos rios;
  • articular ações entre órgãos estaduais;
  • coordenar medidas emergenciais;
  • elaborar estratégias para reduzir os impactos da escassez de água sobre a população.

A atuação integrada busca minimizar os efeitos provocados pelos eventos climáticos extremos durante o período seco.

Por Allyson Barros