13 de julho de 2026

Pesquisadores alertam que IA pode transformar economia mais rápido que a Revolução Industrial

Manifesto reúne mais de 200 especialistas que alertam para riscos ao emprego e defendem medidas urgentes diante do avanço da inteligência artificial.

Pesquisadores alertam que IA pode transformar economia mais rápido que a Revolução Industrial
Documento é assinado por pesquisadores da OpenAI, Google, Anthropic e 15 vencedores do Prêmio Nobel de Economia.

Mais de 200 economistas, pesquisadores e especialistas em tecnologia divulgaram um manifesto nesta segunda-feira (13) alertando que a inteligência artificial (IA) pode provocar uma transformação econômica mais rápida do que a Revolução Industrial. O documento reúne assinaturas de 15 vencedores do Prêmio Nobel, além de profissionais da OpenAI, Google DeepMind e Anthropic, que defendem a criação urgente de políticas públicas para preparar governos, empresas e trabalhadores para as mudanças provocadas pela tecnologia.

Segundo os signatários, a velocidade do avanço da IA representa um desafio sem precedentes para o mercado de trabalho, exigindo planejamento antecipado para reduzir riscos e ampliar os benefícios da inovação.

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Manifesto pede preparação antes que mudanças se acelerem

O documento destaca que revoluções tecnológicas anteriores, como a máquina a vapor, a eletricidade e os computadores, ocorreram ao longo de décadas, permitindo adaptação gradual da sociedade.

Na avaliação dos pesquisadores, a inteligência artificial pode seguir um caminho diferente.

“O vapor, a eletricidade e os computadores deram às sociedades décadas para se adaptarem. A IA pode nos dar apenas alguns anos”, afirmou Anton Korinek, professor da Universidade da Virgínia e um dos organizadores da iniciativa.

Segundo ele, esperar que todos os impactos estejam completamente definidos antes de agir pode dificultar a adaptação das instituições públicas e do mercado.

Risco de mudanças no mercado de trabalho

Entre as preocupações apontadas pelo grupo está a possibilidade de profundas transformações no emprego e na organização da economia.

Os pesquisadores defendem o fortalecimento de estudos sobre produtividade, renda, qualificação profissional e possíveis efeitos da automação em diferentes setores.

O objetivo, segundo o manifesto, é desenvolver políticas capazes de reduzir impactos negativos e ampliar os benefícios econômicos da inteligência artificial.

OpenAI, Google e Anthropic estão entre os signatários

O documento reúne representantes de algumas das principais empresas de inteligência artificial do mundo.

Entre os participantes estão:

  • Sarah Friar, diretora financeira da OpenAI;
  • Jeff Dean, cientista-chefe do Google DeepMind;
  • Jack Clark, cofundador da Anthropic;
  • Pesquisadores da equipe econômica da Anthropic.

Também assinam o manifesto economistas reconhecidos internacionalmente, como Michael Spence, Daron Acemoglu e Simon Johnson, todos vencedores do Prêmio Nobel de Economia.

Pedido é por políticas públicas e novas instituições

Os especialistas defendem que governos iniciem desde já a elaboração de estratégias para lidar com os impactos econômicos da IA.

Entre as medidas sugeridas estão:

  • ampliação das pesquisas sobre os efeitos econômicos da inteligência artificial;
  • desenvolvimento de políticas voltadas ao mercado de trabalho;
  • criação de instituições capazes de acompanhar as transformações tecnológicas;
  • elaboração de mecanismos para que os ganhos de produtividade beneficiem toda a sociedade.

Segundo os autores, agir de forma antecipada pode facilitar a adaptação das economias diante da rápida evolução da inteligência artificial nos próximos anos.

Por Samoel Andrade