Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (13), a delegada adjunta da DEAM, Kelcinaira da Costa, informou que Érika relatou ter sido agredida durante uma discussão relacionada ao processo de separação do casal.
Segundo a autoridade policial, após registrar a ocorrência, a vítima foi encaminhada para prestar depoimento, recebeu a guia para realização do exame de lesão corporal e formalizou o pedido de medidas protetivas, que agora depende de decisão judicial.
A Polícia Civil esclareceu que, neste momento da investigação, o ex-companheiro não é considerado foragido. O próximo passo será a intimação do investigado para prestar esclarecimentos. O inquérito deverá ser concluído no prazo legal de até 30 dias.
De acordo com a delegada, Érika não informou à polícia a existência de episódios anteriores de violência envolvendo o investigado.
Caso ganhou repercussão nas redes sociais
A denúncia ganhou repercussão no domingo (12), quando Érika Oliveira publicou um relato em suas redes sociais afirmando ter sido vítima de uma tentativa de feminicídio.
Na publicação, ela afirmou que sofreu agressões graves, perdeu a consciência durante o episódio e foi socorrida pelo próprio filho, de 9 anos. Segundo a vítima, a decisão de tornar o caso público teve como objetivo incentivar outras mulheres a denunciarem situações de violência doméstica.
Durante a coletiva, a delegada reforçou a importância de que vítimas procurem ajuda o mais rápido possível por meio da Delegacia da Mulher ou pelos canais 180 e 190, destacando que a denúncia é fundamental para interromper o ciclo da violência.
As investigações seguem sob responsabilidade da DEAM, que busca reunir os elementos necessários para esclarecer completamente o caso.
Por Allyson Barros


