O preço dos alimentos no primeiro semestre de 2026 teve grandes mudanças para os consumidores brasileiros. Enquanto alguns produtos registraram fortes altas, como pepino, cenoura e tomate, outros ficaram mais baratos, entre eles o abacate e algumas variedades de laranja.
Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou alta de 0,16% na inflação oficial do país em junho.
Apesar do aumento geral do índice, a alimentação foi um dos grupos que ajudaram a segurar a inflação no mês. Os alimentos consumidos dentro de casa tiveram queda de 0,39% em junho, após uma alta de 1,65% registrada em maio.
Entre os produtos que mais subiram no primeiro semestre, o destaque foi o pepino, com aumento de 155,47%. Na sequência aparecem a cenoura, que acumulou alta de 103,14%, e o tomate, com avanço de 82,41%.
A batata-inglesa também teve forte valorização, com alta de 82,11%, seguida pelo morango (60,97%), cebola (53,34%) e feijão-carioca (52,82%).
Segundo análises do setor, problemas climáticos e redução da produção em períodos importantes da safra influenciaram a alta dos preços das hortaliças.
O pepino, por exemplo, foi afetado pelo calor intenso nas principais regiões produtoras, como São Paulo e Minas Gerais. As temperaturas elevadas reduziram a produtividade das plantações e diminuíram a oferta do produto no mercado.
Já a cenoura sofreu impactos do excesso de chuvas, que prejudicou a qualidade das raízes e reduziu a quantidade disponível para comercialização. No caso do tomate, a combinação de frio e umidade favoreceu doenças nas lavouras e atrasou a maturação dos frutos.
Por outro lado, alguns alimentos ficaram mais baratos no período. O abacate liderou as quedas, com redução de 41,3% no preço, seguido pela laranja-baía (-32,81%) e pela laranja-lima (-23,36%).
Também tiveram redução de preços a banana-maçã (-18,9%), o maracujá (-12,93%), o café moído (-11,49%) e o açúcar refinado (-10,78%).
Em junho, a alimentação fora de casa apresentou alta de 0,15%, mas desacelerou em relação ao mês anterior, quando havia registrado aumento de 0,49%.
Além dos alimentos, outros grupos também influenciaram a inflação. A Habitação teve a maior alta do mês, com avanço de 0,63%, pressionada principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 1,53%.


