17 de julho de 2026

Preta Gil idealizou documentário sobre a própria despedida antes de morrer

Preta Gil idealizou documentário sobre a própria despedida antes de morrer

Preta Gil idealizou documentário sobre a própria despedida antes de morrer

Cantora quis registrar o tratamento contra o câncer de forma íntima; filme estreia na Globo um ano após sua morte

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*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.

Preta Gil (Divulgação/Globo)

Antes de um documentário emocionante sobre sua luta contra o câncer ganhar as telas, foi a própria Preta Gil quem deu o primeiro passo para que essa história existisse. A cantora idealizou o projeto, decidiu registrar a própria jornada desde o diagnóstico e pediu que amigos a acompanhassem de forma íntima, sem filtros. O resultado poderá ser visto pelo público no próximo dia 20 de julho, na Globo, logo após “Quem Ama Cuida”, exatamente um ano após sua morte.

Batizado de “Preta – Eu Não Ando Só”, o filme foi construído a partir de imagens inéditas, muitas delas gravadas pela própria artista em seu celular ao longo do tratamento contra o câncer de intestino, diagnosticado em janeiro de 2023. A proposta sempre foi mostrar o processo de maneira verdadeira, transformando um momento de extrema vulnerabilidade em um relato sobre afeto, coragem e conexão.

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A ideia nasceu de um desejo pessoal de Preta. Segundo a diretora artística Monica Almeida, foi a cantora quem procurou a equipe para propor um documentário diferente, mais íntimo e registrado pelos próprios amigos. Ao longo das gravações, o projeto foi se transformando junto com a trajetória da artista, acompanhando os rumos do tratamento e os desafios enfrentados por ela.

A diretora Sandra Kogut afirma que o filme revela uma Preta muito próxima do público, sem esconder as dores, mas também celebrando a alegria e a intensidade que marcaram sua personalidade. A narrativa intercala momentos do tratamento com passagens importantes de sua carreira e da vida pessoal, reforçando a forma como ela escolheu enfrentar a doença: dividindo cada etapa com quem estava ao seu redor.

“O filme coloca a gente muito perto da Preta, na intimidade, e ao mesmo tempo dá a dimensão de quem ela foi. Acompanhamos esses últimos anos com idas e vindas por momentos importantes da carreira dela. Apesar da doença, tudo na Preta era sobre a vida, a pulsão gigante da vida. Então é um filme que abraça isso – a alegria, a gargalhada, a vontade de viver. E ao mesmo tempo ela tinha essa vontade de se mostrar para o mundo de peito aberto. Então o filme mostra isso também. As dores, as lágrimas”, revela.

O documentário reúne depoimentos de familiares e amigos que acompanharam de perto esse período, entre eles Gilberto Gil, Carolina Dieckmann, Ivete Sangalo, Regina Casé, Gominho, Ana Carolina, Caetano Veloso, Francisco Gil, Marina Morena, Ju de Paula e Sol de Maria. Juntos, eles ajudam a reconstruir a rede de apoio que cercou Preta até seus últimos dias.

Integrante do projeto “Quanto Mais Preta Melhor”, o documentário será exibido na “Tela Quente” do dia 20 de julho, logo após “Quem Ama Cuida”, e também ficará disponível no Globoplay. Na mesma data, a plataforma estreia ainda a série documental “Meu Nome é Preta”, ampliando a homenagem à trajetória da cantora.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Carla Bittencourt.