9 de julho de 2026

Rio Branco registra alta de casos de síndrome respiratória e entra em alerta da Fiocruz

Rio Branco registra alta de casos de síndrome respiratória e entra em alerta da Fiocruz
Foto: Reprodução

Rio Branco registra alta de casos de síndrome respiratória e permanece entre as capitais brasileiras em situação de alerta, segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Apesar da redução das internações em grande parte do país, a capital acreana segue apresentando crescimento sustentado dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O levantamento mostra que Rio Branco está entre as nove capitais com níveis de atividade classificados como alerta, risco ou alto risco, além de tendência de crescimento de longo prazo.

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Crianças e idosos concentram maior preocupação

Segundo a Fiocruz, o aumento dos casos em Rio Branco é observado principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. O boletim também aponta crescimento das ocorrências entre idosos, considerados um dos grupos mais vulneráveis às complicações provocadas pelos vírus respiratórios.

Além da capital acreana, Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas e Porto Alegre também aparecem na lista de cidades em situação de alerta.

Fiocruz reforça importância da vacinação

Mesmo com a desaceleração registrada em boa parte do Brasil, a Fiocruz alerta que a circulação dos vírus respiratórios permanece elevada em diversas regiões.

A pesquisadora Tatiana Portella reforçou a necessidade de vacinação contra a gripe, especialmente entre idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades.

Além da imunização, a orientação é que pessoas com sintomas respiratórios utilizem máscara, evitem contato com indivíduos mais vulneráveis e procurem atendimento médico em caso de agravamento dos sintomas.

Influenza A lidera mortes por SRAG

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório (VSR) foi o principal responsável pelos casos positivos de SRAG no país, seguido pelo rinovírus, Influenza A, Influenza B e covid-19.

Entre os óbitos registrados, a Influenza A permanece como a principal causa.

Desde o início de 2026, o Brasil já contabilizou mais de 109 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Embora a tendência nacional seja de queda, a Fiocruz destaca que o cenário de Rio Branco ainda exige atenção devido ao crescimento contínuo das ocorrências entre crianças, adolescentes e idosos.