Moradores de diversas cidades do Acre relataram ter sentido um tremor de terra na noite desta terça-feira (30), após um terremoto de magnitude 4,9 atingir a região de Honoria, no Peru, próximo à fronteira com o Brasil.
O abalo sísmico ocorreu por volta das 21h (horário local), a cerca de 128 quilômetros de profundidade. No Acre, moradores afirmaram que perceberam a movimentação de objetos dentro das residências e, em alguns casos, relataram uma leve sensação de tontura durante o fenômeno.
Apesar do susto, não houve registro de feridos, danos materiais ou ocorrências graves relacionadas ao tremor.
O Acre está entre os estados brasileiros com maior histórico de abalos sísmicos. A proximidade com a Cordilheira dos Andes, uma das regiões tectonicamente mais ativas do planeta, faz com que terremotos registrados no Peru e em outros países vizinhos possam ser sentidos em municípios acreanos.
O episódio mais recente ocorreu em 2024, quando um terremoto de magnitude 6,6 foi registrado na Região Norte. Em 2022, outro forte abalo, de magnitude 6,5, teve reflexos na região de Tarauacá, sendo considerado um dos maiores já registrados no Brasil. Apesar da intensidade, não houve vítimas nem prejuízos materiais.

O histórico também inclui um terremoto de magnitude 7,0 registrado em 2003, com epicentro próximo à divisa entre Acre e Amazonas, a cerca de 115 quilômetros de Cruzeiro do Sul. Na ocasião, o fenômeno ocorreu a mais de 550 quilômetros de profundidade e praticamente não foi sentido pela população.
Especialistas explicam que, embora o Brasil esteja localizado no interior da Placa Sul-Americana, considerada uma região geologicamente estável, tremores podem ocorrer devido à movimentação de falhas geológicas internas e à propagação das ondas sísmicas provocadas por terremotos de grande magnitude em países vizinhos.
Por essa razão, estados da Região Norte, especialmente o Acre, registram alguns dos maiores abalos sísmicos observados no território brasileiro, embora, na maioria das vezes, os impactos sejam limitados e não provoquem grandes danos à população.
Por: Samoel Andrade.



