Durante entrevista coletiva na Casa Branca na manhã desta segunda-feira (06/07), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que interviu junto à FIFA para que a expulsão do atacante dos EUA, Folarin Balogun, contra a Bósnia fosse anulada. Trump também acusou o árbitro brasileiro, Raphael Clauss, que aplicou o cartão vermelho, de ser “suspeito”.
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“Vi o lance, e sou alguém que ama esportes… aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração… esse árbitro, que é um tanto suspeito se você analisar o histórico dele. Ele tomou uma decisão inacreditável… ele é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores. E deu um cartão vermelho para ele. Eu não sabia o que aquilo significava… sim, pedi uma revisão à FIFA”, admitiu o presidente dos EUA.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Trump e Gianni Infantino, presidente da Fifa. Foto: Reprodução whitehouse.gov Presidente da FIFA, Gianni Infantino, com Donald Trump, presidente dos EUA.Reprodução/@gianni_infantino Gianni Infantino (presidente da FIFA); Donald Trump (presidente dos EUA); Claudia Sheinbaum (presidente do México) e Mark Carney (primeiro-ministro do Canadá) durante sorteio de cabeças de chave da Copa do Mundo de 2026 / Reprodução: FIFA Trump e Infantino na cerimôniaReprodução/Globo Donald Trump, presidente dos Estados Unidos e Gianni Infantino, presidente da FIFAReprodução/x: ge
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Neste último final de semana, a FIFA comunicou oficialmente que anulou a expulsão do jogador Folarin Balogun, que recebeu um vermelho após uma entrada dura em jogador na Bósnia na partida de 16 avos de final. Com isso, o atacante que é o artilheiro da equipe norte-americana na Copa do Mundo com 3 gols poderá jogar contra a Bélgica nesta segunda-feira (06/07) às 21h na partida que vale vaga nas oitavas de final.
A decisão causou revolta na federação belga de futebol que pediu explicação pública por parte da FIFA sobre a mudança na punição ao jogador dos Estados Unidos. Em uma série de comunicados, a entidade afirma que no próprio código de regras da FIFA está escrito explicitamente que um jogador que recebe um cartão vermelho deve, obrigatoriamente, cumprir suspensão automática, independente da legitimidade ou não da aplicação do cartão.
A FIFA, até então, ainda não deu explicações aprofundadas para a mudança de decisão. A alteração, no entanto, já deve provocar um efeito imediato, uma vez que outras seleções já passaram a procurar a entidade para anular suspensões automáticas de jogadores até o fim da Copa do Mundo.
Além disso, a relação entre a FIFA e o presidente dos EUA tem sido motivo de polêmicas na Copa do Mundo. Em dezembro do ano passado, Infantino entregou o prêmio de paz da FIFA, criado para aquela cerimônia, para Donald Trump.
O fato foi motivo de reclamação por parte da comunidade internacional que viu um movimento por parte da FIFA para “agradar” o presidente dos EUA, alegando que Trump não mereceria um prêmio de paz, uma vez que o país tem se engajado em conflitos armados e bombardeios nos últimos anos sob a gestão do atual presidente como o conflito no Irã e a invasão à Venezuela.
Antes da Copa do Mundo começar, a federação norueguesa de futebol entrou com um pedido de investigação na entidade para analisar a relação de Infantino com Trump após a entrega do polêmico prêmio.



